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quinta-feira, 6 de junho de 2019

CASULO_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Pela segunda vez, chegando da rua cansada hoje, a primeira fora pela caminhada ambígua, onde compro o que preciso por onde passo, parando aqui, parando ali, não chega ser aquela caminhada prazerosa do começo ao fim, como fizera morando perto da praia.
Mas, por outro lado, sempre fizera duas coisas ao mesmo tempo, tenho esse costume, que nem sei se é bom ou ruim, vou misturando os afazeres, e fazendo todos ao mesmo tempo.
A cachorra já não aceita isso, ela quer seu banho na hora certa, senão dá-lhe um e dois pela casa.
Então, a primeira coisa que faço ao levantar depois de um café preto é me livrar do banho dela, a comida ela até espera, mas o banho, de jeito nenhum.
Está há nove anos comigo,e desde novinha fora acostumada com o banho, depois de bem esfregada para secar ela pula sobre o sofá para gastar energias.
Quando voltei hoje de manhã, depois da caminhada mista, vi alguma coisa diferente, e tive que comer alguma coisa e voltar ao banco.
E vi, no extrato, que haviam debitado um boa quantia, numa tal de proteção, e depois as siglas do banco, e uma funcionária me afirmou que deve ser algum seguro, e eu que trago tido na ponta do lápis, sabia que não havia feito mais seguro algum, e sentindo assaltada e sem ter com quem apelar.
Depois lembrara daquele telefonemas, que o banco permite, cuja pessoa já vem com todos os seus dados oferecendo serviço,eu pensara sempre, que se a pessoa fosse comissionada, tudo dependeria do caráter dela "para sua segurança esta ligação está sendo gravada“.
Quem nos garante?
Nós costumamos colocar a nossa vida em aberto para pessoas cuja hombridade desconhecemos, mas é assim que tudo funciona,eu eu fiquei tentando descobrir, que tipo de proteção o banco me oferecera até então.
Ás vezes, fico indignada com certas coisas, mas parece que não existem meios termos, ou é oito ou oitenta...
Será que até o banco descobrira, que sou empata?
E pobre ainda por cima...
Estiquei-me embaixo dos meus cobertores e fiquei um bom tempo pensando na vida, nos seus sustos e contratempos.
Mas, simplesmente descobrira que para mim, não existe coisa melhor, do que uma consciência tranquila, e um cobertor quentinho no frio.
Sempre fora a minha paixão,eu tivera um colega de trabalho que me apelidara de casulo, porque era só ter um tempinho nos finais de semana e corria me enrolar nas cobertas, estivesse frio ou calor.
Mas, voltando ao banco percebera que para ser assaltado, basta ser honesto e ter sua vida em dia, e mais ter banco para cuidar de nosso minguado salário.

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Izildinha