Como
o burburinho nas esquinas, um vento
jogando ciscos no meu coração, um inverno um pouco mais silencioso que o normal
começara, e nos dias invisíveis eu encontrara minhas razões mais profundas,
comparadas, com uma emoção alegórica.
Espremera
as palavras, no intento de tua lembrança, ao dialogar comigo mesma, separando
os tempos verbais, presente passado, pois o futuro, fugira por entre as
proeminências, liquefazendo a vida e a extenuação, o partir e o ficar.
Assim
viverei doravante, quando entre a multidão, jamais teu rosto, entre a falácia,
jamais tua voz.
Ainda
bem, restara uma vida, que só a mim compete, pois eu a vivera e vivo á
minha maneira, ou mesmo como ela me impunha, e eu a sigo como um cão obedecendo
sem pestanejar.
A
partir desse isolamento, os meus dias me são eternamente longos, dando tempo
para eu revisar tanta coisa.
Vestira
uma sensação descabível, uma voz silenciosa, um silencio gritante.
E numa aparência sustentável, enquanto
existindo para um deserto ornado de estrelas e respingado de brilhos, a vida totalitária e íntegra, assim requisita, mesmo sem pedir licença.
Um
caminho, um sentimento, uma oração dedicada ao anjo que me fizera esquecer,
quantas vezes eu estendera meu coração para alguém, abrangendo como virtude
também, meus erros, quando destes, tantos acertos depois.
Para
mim, pouco importa a vestimenta, assim como a definição, pois
eu vivera tanto para outrem, numa época da vida, que esquecera totalmente de
mim.
Vestira
um amor recatado dentro das inverdades, porém ajustado e costurado no tamanho
certo de meu coração, que o aceitara, que o amara, mesmo com as portas da
felicidade cerradas, diante de minha essência.
Mas
esse amor fora importante, e acudira uma afluência, sendo colocado num portal
clássico, como o santo consórcio.
Mas
um dia, sangrando de consternação,eu precisara seguir, porque coexistir com a
aleive, estivera me eliminando.
Fora
uma fase dolorosa, em que desertada, mediante muitos
dedos distintos para mim, perdera por completo minha
identidade e passara a viver exatamente, numa tentativa de ameigar, como se
minha vida não me pertencesse, mas sim concernisse ao aversão e á improbidade
alheia.
Enquanto
estivera tu comigo,foste em concepções desenhadas, a pior das criaturas,
existentes na face da terra, porém ao se mancomunar, tudo mudara completamente.
Eu
sinto a felicidade me acariciando nos finais dos dias, e também nos
amanheceres, quando num sorriso qualquer, me recebe de braços abertos, quando numa palavra arejada, desenha uma sintonia no ar.
Entendera então, amor está exatamente, no lugar em que foi colocado com carinho e dedicação recíprocos.
Entendera então, amor está exatamente, no lugar em que foi colocado com carinho e dedicação recíprocos.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha