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sábado, 22 de junho de 2019

ONDE O AMOR ESTÁ_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Como o burburinho nas esquinas, um vento jogando ciscos no meu coração, um inverno um pouco mais silencioso que o normal começara, e nos dias invisíveis eu encontrara minhas razões mais profundas, comparadas, com uma emoção alegórica.
Espremera as palavras, no intento de tua lembrança, ao dialogar comigo mesma, separando os tempos verbais, presente passado, pois o futuro, fugira por entre as proeminências, liquefazendo a vida e a extenuação, o partir e o ficar.
Assim viverei doravante, quando entre a multidão, jamais teu rosto, entre a falácia, jamais tua voz.
Ainda bem, restara uma vida, que só a mim compete, pois eu a vivera e vivo á minha maneira, ou mesmo como ela me impunha, e eu a sigo como um cão obedecendo sem pestanejar.
A partir desse isolamento, os meus dias me são eternamente longos, dando tempo para eu revisar tanta coisa.
Vestira uma sensação descabível, uma voz silenciosa, um silencio gritante.
E numa aparência sustentável, enquanto existindo para um deserto ornado de estrelas e respingado  de brilhos, a vida totalitária e íntegra, assim requisita, mesmo sem pedir licença.
Um caminho, um sentimento, uma oração dedicada ao anjo que me fizera esquecer, quantas vezes eu estendera meu coração para alguém, abrangendo como virtude também, meus erros, quando destes, tantos acertos depois.
Para mim, pouco importa a vestimenta, assim como a definição, pois eu vivera tanto para outrem, numa época da vida, que esquecera totalmente de mim.
Vestira um amor recatado dentro das inverdades, porém ajustado e costurado no tamanho certo de meu coração, que o aceitara, que o amara, mesmo com as portas da felicidade cerradas, diante de minha essência.
Mas esse amor fora importante, e acudira uma afluência, sendo colocado num portal clássico, como o santo consórcio.
Mas um dia, sangrando de consternação,eu precisara seguir, porque coexistir com a aleive, estivera me eliminando.
Fora uma fase dolorosa, em que desertada, mediante muitos dedos distintos para mim, perdera por completo minha identidade e passara a viver exatamente, numa tentativa de ameigar, como se minha vida não me pertencesse, mas sim concernisse ao aversão e á improbidade alheia.
Enquanto estivera tu comigo,foste em concepções desenhadas, a pior das criaturas, existentes na face da terra, porém ao se mancomunar, tudo mudara completamente.
Eu sinto a felicidade me acariciando nos finais dos dias, e também nos amanheceres, quando num sorriso qualquer, me recebe de braços abertos, quando numa palavra arejada, desenha uma sintonia no ar.
Entendera então, amor está exatamente, no lugar em que foi colocado com carinho e dedicação recíprocos.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha