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quinta-feira, 27 de junho de 2019

FLOR DA PELE_PROSA DO LIVRO INTERNALIZANDO

Tristes flores temporâneas, arrebatadas pelo vento, insistem permanecerem nas campinas, com as pálidas pétalas, insinuando fragilidade, como as dores perpassando corpo, deitando as pretensões e acordando o abatimento.
Como um coração, comungando alegria, porém a razão, tendo suas razões, prefere refrear toda felicidade, que a alegria em si sempre congrega.
As flores temporâneas, esquecem a invernia e suas contradições se arriscando sempre, ousando mais, permanecer esperando a primavera chegar.
Como uma andorinha perdida dentre os fios de uma cidade, numa rua, descolada do bando vivencia o mais frívolo deserto exposta ás condições climáticas, tão contrárias a sua constituição.
Eu parecera,aquela flor da pele, abatida e colocada no centro da mesa, de tua sala de estar,quando tu viajara constantemente por outras paragens,esquecendo a flor que de tristeza murchara.
Mesmo assim,te sorriso abre os portões de minha casa, congrega uma felicidade única, mas, quando ausente, exerce uma força contrária, uma condição arbitrária.
Ora sim,ora não,tu tens minha vida nas mãos, conduzida e experimentada pelas diversas sensações, pelos teatrais alaridos de uma paixão, que se mostra apenas pela metade,pela canção que ainda não exprime tudo, pelas palavras que morreram no ar, e ficaram guardadas na gaveta do esquecimento.
Teu amor, me oferecera, uma condição a seguir, uma vida inundada de prazer, e também tua ausência sempre mostra meus limites, minhas contradições.
Mas mesmo assim, teu amor, sendo verídico e eficaz, jamais pudera diferir de tal conformidade, pois fora assim que te vira, fora assim que me apaixonara.
Então, quando pudera eu reclamar?
Se te amara sob uma condição, que simplesmente fora, o teu jeito único e adorável, e especial de ser.
A minha rua sente saudade de tua presença jamais existida, tuas palavras jamais pronunciadas, tua linda silhueta jamais vista, pelas cercanias.
Porém amo estar contigo assim, tão despreocupada como uma flor temporânea, que aguarda a sua doce primavera incrementada de lírios brancos e vestida de nossa paixão eficaz.
Simplesmente ,o amor fizera parte do oposto que sustento, sem manifesto algum, esperando este descer aos poucos, os degraus desse manifesto, concernindo nossas arestas iguais.
A sentimentalidade á flor da pele,sempre aperta o coração, que subjugando a razão, vence todos os obstáculos, com uma promessa de revide a cada um deles, porém é a única promessa descumprida pela essência humana, quando o amor e sua antonímia, acabam concedendo uma razão imbatível a sinonímia, quando paralelamente, razão e emoção, chegam a um consenso comum.

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Izildinha