Vieras
tu, meu amor, cantarolando felicidade, compondo uma música propagada no
entusiasmo dos ventos mudos, que raiam com os raios de sol, mirando meu coração
sorridente, num batuque sistólico intermitente.
Eras
a minha saudade, que dobrava as esquinas do meu pensamento, da minha tristeza,
dentro das horas longínquas,as quais eu nunca tivera um direcionamento certo,
enquanto tentava desenrolar meus dias.
Mas,vieras
acordando um sono pesado, uma hora estagnada movimentando meus redemoinhos, as quietudes eliminando a visão poética, que dormira num sono profundo.
Então,
eu pudera sentir novamente, a sensação, que me derramas, feitos flores líquidas
tomando forma, feito amor calado, ganhando voz.
A
minha alma saltitara de contentamento, então eu supusera te amar de um jeito,
que nem mesmo eu estimara, que seria tanto.
Viestes
tu,meu amor, invadindo meus espaços, meus compartimentos, a milênios
desocupados, á tua espera, aguardando a revoada de borboletas, perpassando as
alturas nos ares, voejando aparentemente, sem sentido algum, porém expressando
tua ausência em mim.
Vieste
tu então, desembrulhando uma linda emoção,colocando cada peça em seu lugar, amainando a
poeira, que o tempo juntamente com o vento, houveram recolhido.
E
uníssonos, comparamos a mesma canção, dentre alegria única desenhada pela nossa
junção tão paralela e semelhante.
Os
teus olhos, semelharam as estrelas que eu contara, representada por uma criança
que vivera observando o silêncio e sua multidão avassaladora.
As
flores vieram trazendo tua imagem de antemão,eu ainda nada soubera de ti,apenas
lera meus pueris livros onde os príncipes tinham a tua fisionomia, teu jeito
singular, tuas palavras de algemas de seda pura.
Ao
te abraçar com o coração, percebera em mim, minha outra metade se recompondo,
e eu,me recebendo de novo, como quem recebe uma visita, tão esperada, em longo
tempo.
A
noite simplesmente, estendera uma coberta prateada de estrelas, e fizera o mais
lindo tálamo ao relento, e em sonhos dormíramos sossegados mediante as
determinações do amor, que vasculhara todos os pontos, e nos colocara de novo
juntos.
Uma
ciranda de palavras, compuseram a nós o quanto era ilustre e verídica, a
eficácia que nos une, o amor que nos vincula.
Vieste
tu meu amor, trazendo meu coração de volta e devolvendo ao meu peito,enquanto
minha alma feliz, exprimira uma gratidão aos céus, aos nossos anjos, cuja face
confundidas com teu rosto tão sereno, tua tez rosada.
Tão presente numa verdade extrema, numa
franqueza intensa e esclarecedora, desse amor, que brinca dentro de nossa
essência.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha