Vivemos
buscando o amor de uma maneira exteriorizada, assim sendo, buscamos o amor á
nossa pessoa, ao nosso jeito de ser, e que alguém nos admire e aceite, como um
ser incrível, admirável
voltado para o lado da nossa compreensão, de nossos talentos, de nossa
capacidade exímia de realizar.
Enganadamente, vivemos buscando um amor, incapaz de se concretizar, um amor feito uma
casca que não consegue atingir o cerne, mesmo porque no cerne, está contida a
nossa verdadeira existência, que
muitas vezes, preferimos trocá-la por outra mais significativa, e depois vem a
pergunta,com medo de nos respondermos, a troco de que somos impulsionados, inconscientemente a esse fato.
Que
benefício pode trazer a nós uma casca diferente, aparentemente importante, com
conteúdos apurados e diferenciados instituindo assim, um ser especial, enquanto
vivemos em conflito conosco porque na verdade, deixamos de ser quem realmente
somos, para mergulharmos nas proximidades do vazio.
Porque
o importante, segundo as regras da modernidade, consiste nos integrarmos, e nos
ajustarmos ao mundo das competitividades, onde simplesmente vivemos afoitos,
porque sabemos que pensando como nós, existem mais pessoas querendo angariar o
nosso modelo de vida, se sobressaindo a nós.
Entretanto,
de que adianta todo esse sacrifício, em humilhar os demais, que julgamos ser menos,quando nos humilhamos a nós.
Quando
nossas aleivosas vestimentas, nos escravizam, e nos colocam, no mais baixo
nível das existências, conferidas por nó mesmos.
Quando
ao nos averiguarmos, se é que teremos coragem para tal, nos certificamos, e
conferimos, que nos deixamos na categorização mais subalterna, a qual podemos
até sentir, embora finjamos a nós mesmos que não nos vemos, visto que somos seres ocos, inventados pelo nosso orgulho,e pela nossa vaidade.
Sim,
estes mesmos ,que rechaçam a nossa verdadeira essência, aquela que nos levaria a
um patamar mais nobre, porém revestido pela desafetação do que somos.
Portanto,
ao atingirmos essa profundidade, somente nós talvez pudéssemos nos
beneficiarmos disto, quando possivelmente já notados, pelas pessoas de nosso convívio,
porém o orgulho não nos permite, a desconstrução de toda importância vazia, que
apenas nós não percebemos,para realmente assumirmos a nossa verdadeira identidade física e espiritual.
Mas,
toda ostentação, que nos reveste, cairia por terra, e ficaríamos
psicologicamente nus, contudo extremamente verdadeiros.
A
capacidade de saber se colocar no lugar do outro, muitas vezes começa pela
nossa capacidade em nos reconhecermos, e nos colocarmos em nosso lugar, darmos um forte mergulho em
nossa essência e averiguar, que ao longo da vida, muitas coisas do que fomos
estão ali intactas,esperando que as aceitemos e as reconsideremos
também.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha