Ás
vezes,
depois do falecimento de João, á noite eu fazia grandes viagens
nos sonhos, sentira minha consciência sempre num mesmo lugar, buscando uma casa
que pertencera á minha família.
Outras vezes, meus pais já falecidos dormindo cada
um num
quarto, numa
outra casa, meio escura, e eu tentando acender a lâmpada, com aqueles
interruptores antigos, que tinham o nome de pera.
Nesse
segundo sonho sentira muito
medo do escuro,
era bastante sinistro aquele lugar, eu ficara
tateando naquelas paredes dos quartos escuros, tentando achar o interruptor.
Era
um sonho
bastante estranho, pois a casa, meio escura sempre,
mas quando algumas coisas foram esclarecidas
para mim, nunca tive esse sonho.
Entendera perfeitamente,que algumas antigas verdades precisavam virem á tona.
Foram decepcionantes, essas verdades, porém, imediatamente,os fatos foram ligados,á obscuridade do sonho.
Entendera perfeitamente,que algumas antigas verdades precisavam virem á tona.
Foram decepcionantes, essas verdades, porém, imediatamente,os fatos foram ligados,á obscuridade do sonho.
Outras
vezes,um sonho refletindo um pleno dia, era uma casa imensa cheia de pilastras redondas
parecendo mármore, muito alta e com um gramado na parte de baixo,
ela
parecia ser um castelo com arquitetura moderna.
Quando
era esse sonho, a sensação era tão boa que eu não desejara acordar, e não via a
hora que a noite chegasse para estar com aquelas pessoas.
Eram
pessoas incríveis as quais no sonho conhecia todas, mas depois de acordada, não
lembrava quem eram.
Sempre
lembrara
como um sonho muito bom, um lugar tranquilo e em paz, onde eu desejava ficar lá
para sempre.
Outras
vezes também, fizera meditação comigo mesma e sentira muito amor por aquela criança,
que
sofrera tanto abandono, dentro
do próprio lar.
Houve
uma época em que se falava muito em menor
abandonado,
porém sempre esqueciam que haviam muitos menores abandonados dentro do próprio
lar.
Pois
a criança da rua, embora sofresse todas as humilhações do abandono, talvez
tivesse ainda
família, que
mesmo pobre, ainda lhe oferecia amor,
atenção.
Porém,a criança abandonada dentro da família,vivencia o abandono invisível,que apenas ela sente.
Esses
sonhos me traziam sempre uma curiosidade, em
querer desvendar alguma coisa sobre mim,
sendo assim, chegar ao ponto onde se escondiam os meus medos,as
minhas fobias e ainda ter a possibilidade da cura.
E
sem João, passara estudar
e buscar respostas,
a
respeito da auto cura, e como flexionar o desenvolvimento do amor próprio,
somos uma caixa de segredos, para
nós mesmos.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha