A ausência de João em minha vida,
fizera tanta falta que ás vezes, a saudade chegara doer.
Eu guardara tudo que fora dele com
muito carinho, era uma única forma, de quando a tristeza chegasse, pudera eu, chorar e aliviar.
Outras vezes eu não precisara chorar, apenas sorrira, pois sentira João presente em mim, então esses dias, transcorriam mais
alegres, era sua presença, me curando aos poucos.
Quando a
primavera eclodira feito dedicação, em minha vida, sentira o perfume
embriagador, de toda sintonia, possibilitada apenas a alma humana, onde a mais
doce sensação, de ser entendida e querida, fizera de mim, uma pessoa muito, mas
muito melhor.
Olhando para o
que João me deixara, eu contemplara um mundo descomplicado,
e muito mais limpo, uma brisa de esperança, na
lembrança ,do toque morno de sua mão, e como uma criança,
renascendo para
a felicidade, simplesmente, assim me conferira.
Achara impossível, também fora de
tempo, mas a vida empurrava para mim essa sensação, da qual eu não pudera me
libertar.
Ouvira como uma criança dizendo,
que nos acostumáramos tanto com as pequenas coisas, que quando algo amplo e
majestoso, se porta em nossa frente, sentimos vontade de voltar, a nossa zona
de conforto, costurada com a mesmice da vida, até então...
Tanto relutara em permanecer sem
mais nada,
sem nenhum
vestígio do que alegara ser felicidade, pronta e certa de que permaneceria
assim eternamente, colocando uma vidraça,
nos
vãos tão vazios,
e
ocos de meu deserto.
Mas não, quisera a vida que fosse
tudo tão diferente, e me pusera numa chuva de neblinas rosadas, tateando com a
ponta dos dedos, as pétalas mais delicadas dos lírios nativos de nosso
amor, agora lembrança.
E mediante tanto contratempo, as
coisas foram acontecendo, clareando a minha imaginação, visto que eu estivera
muito mais forte após resistir tamanha tempestade.
João, fora como um
arco íris que abraça a tarde, oferecendo um colorido colar beijado pelas
multicores do horizonte, quando eu e
a vida amanhecendo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha