Extrema manhã domingueira passeara no meu
coração, como uma lavareda posta, dentre meus sentimentos, jamais pensara em
desistir da inconstância do amor, meu coração se mantinha livre, apresentando
subsídio á razão, que me sorrira, deslembrando o tempo desertado, em que
coubera, dentro de uma interminável e desocupada expectativa.
Jamais
nos veríamos, porque havíamos trocado de rumo, porque o amor pressentira essa
nova direção.
Um
vento sinistro tocara meu rosto, e os raios de sol prometiam um dia claro e
reluzente.
Era
tão comprometedor, quanto impetuoso,eu deixara as ondas das emoções, formarem
uma extensão enorme dentro do inusitado.
Quem
era ele afinal?
Porque
de um momento para outro,eu o encontrara em meu caminho, com minha história na
mão, e eu carregando seu coração, no meu peito também.
As
poucas palavras nos definiram, e nos colocaram com as cortinas abertas, numa
visão espetacular, desvendando nosso antigo mundo.
Achara
estranho a primeira vez, que eu disse que o amara, poderia ser apenas uma
paixão, mas, por outro lado, já houvera sentido paixão e a conhecia de longa
data.
Talvez
fosse um misto de paixão e amor, dissera ele para mim.
Depois
longamente me olhando disse:_Eu te amo!
Então,
eu repetira a mesma frase repentinamente,encarecidamente, e
quase automaticamente sem pensar.
Ele
mantinha um olhar cintilante, porém quase aniquilado pela desesperança, talvez
assim como o meu.
Surpresos
ficamos com o amor, era a primeira vez em que ouvíramos isso de alguém, mas
fora de mim para ele, e dele para mim.
As
nossas conversas fluíram, com maior facilidade depois que o amor, dera voz aos
nossos sentimentos, mesmo assim,eu o olhava e ele também olhando para mim sem
cessar.
Ele
me dissera, que pressentira sinceridade em minhas palavras, assim como eu
igualmente pressentira nas palavras dele.
Também
me dissera, que estávamos no entardecer dos sonhos, mas sem o entardecer os dias
jamais existirão.
Concluindo
me asseverara, que os dias doravante, seriam nossos, sem nos importarmos com o
que ficara na curva sinuosa de nosso caminho.
E
pela primeira vez,eu vira uma jovialidade acentuada num sorriso, dentro daquele
rosto, clareando a sua fisionomia empalidecida e triste até então.
Acredito
eu, que fora o mesmo, que presenciara em mim, quando as ruas se tornaram mais
alegres, as flores mais coloridas e as pessoas me cumprimentando com um largo
sorriso no rosto...
Deve
ser o meu reflexo,pensara eu.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha