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domingo, 26 de maio de 2019

REFLEXO_PROSA_DO LIVRO INTERNALIZANDO

Extrema manhã domingueira passeara no meu coração, como uma lavareda posta, dentre meus sentimentos, jamais pensara em desistir da inconstância do amor, meu coração se mantinha livre, apresentando subsídio á razão, que me sorrira, deslembrando o tempo desertado, em que coubera, dentro de uma interminável e desocupada expectativa.
Jamais nos veríamos, porque havíamos trocado de rumo, porque o amor pressentira essa nova direção.
Um vento sinistro tocara meu rosto, e os raios de sol prometiam um dia claro e reluzente.
Era tão comprometedor, quanto impetuoso,eu deixara as ondas das emoções, formarem uma extensão enorme dentro do inusitado.
Quem era ele afinal?
Porque de um momento para outro,eu o encontrara em meu caminho, com minha história na mão, e eu carregando seu coração, no meu peito também.
As poucas palavras nos definiram, e nos colocaram com as cortinas abertas, numa visão espetacular, desvendando nosso antigo mundo.
Achara estranho a primeira vez, que eu disse que o amara, poderia ser apenas uma paixão, mas, por outro lado, já houvera sentido paixão e a conhecia de longa data.
Talvez fosse um misto de paixão e amor, dissera ele para mim.
Depois longamente me olhando disse:_Eu te amo!
Então, eu repetira a mesma frase repentinamente,encarecidamente, e quase automaticamente sem pensar.
Ele mantinha um olhar cintilante, porém quase aniquilado pela desesperança, talvez assim como o meu.
Surpresos ficamos com o amor, era a primeira vez em que ouvíramos isso de alguém, mas fora de mim para ele, e dele para mim.
As nossas conversas fluíram, com maior facilidade depois que o amor, dera voz aos nossos sentimentos, mesmo assim,eu o olhava e ele também olhando para mim sem cessar.
Ele me dissera, que pressentira sinceridade em minhas palavras, assim como eu igualmente pressentira nas palavras dele.
Também me dissera, que estávamos no entardecer dos sonhos, mas sem o entardecer os dias jamais existirão.
Concluindo me asseverara, que os dias doravante, seriam nossos, sem nos importarmos com o que ficara na curva sinuosa de nosso caminho.
E pela primeira vez,eu vira uma jovialidade acentuada num sorriso, dentro daquele rosto, clareando a sua fisionomia empalidecida e triste até então.
Acredito eu, que fora o mesmo, que presenciara em mim, quando as ruas se tornaram mais alegres, as flores mais coloridas e as pessoas me cumprimentando com um largo sorriso no rosto...
Deve ser o meu reflexo,pensara eu.

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Izildinha