Depois
de me conhecer, mesmo sabendo que faltara muito para o término deste,
conhecendo o amor com seus gostos, seus desgostos, feitos e defeitos, vira a
vida entardecendo feliz, pelo menos para mim nada faltara, e se não fora muito,
também não fora pouco.
Claro
que sempre sonhara com uma convivência mais estreita,porém,entendendo o lado
dele, aceitara e fizera disto, minha única razão de me declarar feliz no amor.
Eu
sempre preservara essa nossa relação, para que ele ficasse protegido, acho que
de mim, mesmo assim, em pouco questionara isso e simplesmente aceitara.
Porém,
ele todo esse tempo, trouxera uma carta escondida nas mangas,e quando chegara o
tempo ,ele dera o veredito final.
Nem
quero pensar em tudo de novo,porém,pressentindo algo muito estranho e tão
diferente, quando o conhecia bem,e o amara muito, mas porque meu coração sempre
fora empático e amoroso.
Todos
dizem que gostam da solidão, mas existem momentos em que temos necessidade de
uma boa conversa, e uma xícara de café.
Tudo
isso acabara sem explicações, e senti todas as janelas se fechando, sem que
houvessem algumas palavras que talvez me ajudassem.
Muito
pelo contrário, começara sentir desfeitas vindo de pessoas que me punham
surpresa quanto ao caráter e honestidade.
Literalmente,
chegara a uma conclusão, que jurara não querer chegar, mas amparada pelo meu
terapeuta ele simplesmente, relatara, o que se passara em minha vida, até
então.
Demorei
semanas para expelir tal veneno psicológico, colocado dentro de meus medos,
minhas fobias, meus sentimentos de culpa.
A
priori, tanta revolta, depois aos poucos foram desaparecendo e eu ficara apenas
comigo mesma, jamais teria coragem envolver-me com alguém, responder todas as
perguntas, desvendar todos os gostos...
Porém,
sem que eu percebesse, acredito que ele também, sabíamos tudo um do outro,
quando acabáramos de nos conhecermos parecia que já éramos conhecidos de
milênios passados.
Eu
que sempre fora meio tímida a priori com alguém, sentira-me completamente
destravada e levemente solta com ele.
Falamos
um bom tempo no Skype, e voltamos muitas outras vezes, e quando ele começa a
dizer alguma coisa,eu simplesmente dentro do meu coração, já mantenho a frase
feita.
Depois
de uma semana, tínhamos a liberdade e a certeza para nos dizermos que nos
amávamos,eu fora contando minhas histórias para ele, que as transformava em
normalidade, assim como eu distraidamente fizera com as histórias tristes dele.
Portanto,
chegáramos a conclusão, que o amor verdadeiro, feito alma gêmea, talvez nem
seja aquele ,com o qual viveremos sessenta anos,mas sim, aquele que chega, para nosso reconhecimento.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha