As
lembranças, as quais sempre, nos fazem escrever alguma coisa bonita ou triste
talvez,permeiem nossos sentimentos,e nos façam companhia também.
Somos feitos de lembranças, quando o dia de hoje, sabemos que amanhã está ajudando a lembrança a virar mais uma página.
Somos feitos de lembranças, quando o dia de hoje, sabemos que amanhã está ajudando a lembrança a virar mais uma página.
Tranquilamente,
vivemos despercebidos sem saber, o quanto rapidamente, tudo pode virar
lembrança, embora lembrança, nem sempre vira saudade, porque são constituídas
de lembranças boas ou más.
Somente
as lembranças boas viram saudade, simplesmente, aquelas que foram aparentemente
boas, mas não foram, jamais sabemos onde situá-las.
Eu me
lembro de teu olhar, aparecendo de surpresa no meu trabalho, lembro das nossas
conversas, das nossas simplicidades que me punham á vontade diante de nossa
vida.
Lembranças
também, quando eu aquilatara que tinha amigas verdadeiras, quando na verdade,
nem lembranças viraram.
Eu
fui fechando as portas das lembranças para as perfídias, que me fizeram perder
a certeza, enquanto fora uma pessoa incapaz de viver nos meios termos, um pé
aqui, outro acolá.
E
tudo foi virando lembrança para se recordar, ou simplesmente grafar mais uma
página pálida no livro da existência.
Eu quisera trazer muita coisa de
volta,portanto,no tempo jamais existe uma segunda chance e finamos uma
infinidade de tempo, em silêncio, sem sequer uma palavra, que me explicasse
triste fato.
Fora
exatamente aí,que me sentira sozinha no mundo, mas mediante constatações,
sentira também o quanto eu sempre fora forte e destemida, naquilo que eu
determinara.
Quando
determinara pelo amor, enfrentara grande batalha de discriminações, que me
incutiam um sentimento de culpa arrasador, porém o amor e a verdade sempre
foram mais fortes.
Usamos
de toda discrição do mundo, sem jamais negarmos o fato,eu pensara que
estivesses tu comigo também, mas apenas eu estivera contigo, e sozinha.
Hoje
a vida tem uma nova claridade, seja no entardecer dos dias, da vida essa
claridade insiste em minutar a veracidade em todas as suas páginas doravante
,como fora outrora,mas,doravante será diferente, quando alertada e vestida pela
minha verdade apenas.
Entendera
que compete a cada um, doutrinar as pessoas que amam, mas existe um tempo para
isso, e depois que o tempo vira sua página, já não somos mais responsáveis
pelos atos alheios, mesmo amando as pessoas, estas precisam serem no mínimo
leais consigo mesmas.
Fechando
os meus compartimentos, ausentando meu coração, comungo comigo,o quanto da vida
poderia ter aplicado mais, em proll do amor próprio, quando perdera tanto
tempo, com quem nunca me amara.
Finalmente,
uma luz mais clara, me fizera enxergar, que eu precisara ainda muito, daquela
criança desertada e largada no passado.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha