Marcadores

quinta-feira, 30 de maio de 2019

DORAVANTE_PROSA_DO LIVRO INTERNALIZANDO

As lembranças, as quais sempre, nos fazem escrever alguma coisa bonita ou triste talvez,permeiem nossos sentimentos,e nos façam companhia também.
 Somos feitos de lembranças, quando o dia de hoje, sabemos que amanhã está ajudando a lembrança a virar mais uma página.
Tranquilamente, vivemos despercebidos sem saber, o quanto rapidamente, tudo pode virar lembrança, embora lembrança, nem sempre vira saudade, porque são constituídas de lembranças boas ou más.
Somente as lembranças boas viram saudade, simplesmente, aquelas que foram aparentemente boas, mas não foram, jamais sabemos onde situá-las.
Eu me lembro de teu olhar, aparecendo de surpresa no meu trabalho, lembro das nossas conversas, das nossas simplicidades que me punham á vontade diante de nossa vida.
Lembranças também, quando eu aquilatara que tinha amigas verdadeiras, quando na verdade, nem lembranças viraram.
Eu fui fechando as portas das lembranças para as perfídias, que me fizeram perder a certeza, enquanto fora uma pessoa incapaz de viver nos meios termos, um pé aqui, outro acolá.
E tudo foi virando lembrança para se recordar, ou simplesmente grafar mais uma página pálida no livro da existência.
Eu quisera trazer muita coisa de volta,portanto,no tempo jamais existe uma segunda chance e finamos uma infinidade de tempo, em silêncio, sem sequer uma palavra, que me explicasse triste fato.
Fora exatamente aí,que me sentira sozinha no mundo, mas mediante constatações, sentira também o quanto eu sempre fora forte e destemida, naquilo que eu determinara.
Quando determinara pelo amor, enfrentara grande batalha de discriminações, que me incutiam um sentimento de culpa arrasador, porém o amor e a verdade sempre foram mais fortes.
Usamos de toda discrição do mundo, sem jamais negarmos o fato,eu pensara que estivesses tu comigo também, mas apenas eu estivera contigo, e sozinha.
Hoje a vida tem uma nova claridade, seja no entardecer dos dias, da vida essa claridade insiste em minutar a veracidade em todas as suas páginas doravante ,como fora outrora,mas,doravante será diferente, quando alertada e vestida pela minha verdade apenas.
Entendera que compete a cada um, doutrinar as pessoas que amam, mas existe um tempo para isso, e depois que o tempo vira sua página, já não somos mais responsáveis pelos atos alheios, mesmo amando as pessoas, estas precisam serem no mínimo leais consigo mesmas.
Fechando os meus compartimentos, ausentando meu coração, comungo comigo,o quanto da vida poderia ter aplicado mais, em proll do amor próprio, quando perdera tanto tempo, com quem nunca me amara.
Finalmente, uma luz mais clara, me fizera enxergar, que eu precisara ainda muito, daquela criança desertada e largada no passado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha