O
tempo se arrastara letárgico e os
dias chuvosos de verão me deixando meio sem norte, assim como a estação, que
não conseguira manter um equilíbrio natural ,mas oscilada totalmente vai
galopante junto com o tempo.
Ás
vezes, me sinto nas nuvens de felicidade sem
motivos aparentes ,em outras, desmotivada e sem vontade de
nada.
Eu
tivera comigo o pressentimento de que meu amor, ainda habitara este Planeta,
então isso fizera com que eu me alegrasse mais.
Mas por
outro lado,me sentindo bem a vítima do descarte, abandonada por todos.
A
solidão também tem sido uma boa companheira para mim, quando converso com meu
passado, quando rezo minhas palavras a Deus.
Sinto
como se estivesse fazendo uma síntese da vida, escoando tudo, e revirando
gavetas, para colocar os entulhos no lixo.
Porém,
preciso ser cuidadosa, porque no meio desses entulhos posso me encontrar
perdida e desabitada de mim.
Saio
pelas ruas e converso com pessoas, rio muito dando a impressão de que tudo está
transcorrendo normalmente.
Porém também sinto ás vezes, mágoas do que ele
possa ter feito a mim, quando ,depois de tratamento de silêncio,eu encontrara alguém, que
me levara a sério, e ele voltara com uma desculpa sempre, porém tudo continuara
daí para pior, quando estávamos em crises.
Mas,eu
o amava, sem vergonha de assumir meu amor por alguém, que talvez, além de não me amar,me odiara.
Conhecera
outras pessoas depois dele, tudo
sempre muito animador para
mim, mas,
já não tivera mais paciência para
desvendar outra pessoa e também ser desvendada.
Já
não tivera ânimo para falar de mim para alguém e nem ficar bisbilhotando a vida
de mais ninguém.
E
nos vídeos de experiência quase morte, vira as pessoas, que passaram por esse
processo, dizerem que esta vida, é um tempo que cumprimos, para depois
voltarmos para nossa verdadeira casa.
Eu
ficara cheia de esperança, entendendo que meu verdadeiro
amor poderia estar num lugar bem mais
tranquilo, bem melhor.
Quando
estamos predispostos a amar devemos estar conscientes,
que estamos nos disponibilizando ao
sofrimento também, e não importa a pessoa, importa a capacidade, que esse sentimento nobre incute em nosso
ser.
Eu
descobrira ao longo da vida,
que o amor próprio é quem nos
ensina amar, portanto começara a flexioná-lo para
entender melhor meus familiares, meus amigos.
A
ausência de Eduardo trouxera
algo muito bom,que fora o reconhecimento de sua parte boa, gentil e amiga.
Quanto
a crueldade praticada por ele juntamente com pessoas de meu ciclo familiar,
narcisistas perversos, houveram dias simplesmente aterrorizadores, depois fora
me acalmando e sendo grata a Virgem Maria, pelo fato dele estar vivo.
Porque
fora isso que eu mais pedira a ela.
E
minha Virgem querida me dera uma resposta completa e também,me dera forças para
que eu suportasse tudo, sem ódio e sem ressentimentos, então fora me
restabelecendo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha