Desde
minha infância, sentira as pessoas de minha família distantes de mim, sempre me
dizendo coisas, ficando bravos e perdendo a paciência.
A
minha mãe sempre me dissera, que eu,Augusta, viera ao mundo para atrapalhar sua
vida, não era hora e nem tempo para eu chegar.
Isso
eu ouvira, desde criança até a minha adolescência, isso fora me dando
consciência de que realmente eu atrapalhava todo mundo, e não tinha capacidade
para nada.
Quando
bem criança,eu chorava muito, era muito assustada e apanhava muito também.
A
comida que eu mais gostava como doces, carnes e algumas frutas, eram reguladas,
minha mãe sempre me dizia que era arroz e feijão que me fariam crescer.
Eu
também não podia colocar uma roupa nova depois do banho á tarde para ficar com
minhas amigas, ela proibia.
Então,
eu acabara crescendo, perdendo roupa que nunca usara.
Quando
entrei na escola, fiquei completamente invisível dentro de minha casa, pois
tinha um irmão de um ano, Rodrigo, eu tinha seis quando ele nascera, era filho de
minha mãe com meu padrasto, ele era tratado com carinho pelos dois.
Eu
ajudava minha mãe com os serviços de casa, meu padrasto trabalhava numa oficina
de automóveis e não ganhava muito, portanto a nossa vida era intensamente
regrada.
A
partir do nascimento de meu irmãozinho, parece que tudo ficara muito mais
complicado para mim, pois eu tinha que cuidar dele ás vezes, e carregá-lo no
colo o tempo todo, também fazê-lo dormir.
Como
eu gostava muito de cantar, então gostava de balançar meu irmãozinho no berço e
cantar todo meu repertório, mas amava este:
Dorme
criança, um anjo diz amém!
Dorme
criança, é tarde e o sono vem.
Quando
chega noitinha, o céu escurece.
Quando
chega noitinha, reza uma prece.
Rapidamente,
meu irmãozinho dormia, e eu ia tomar banho e fazer minha lição de casa, gostava
da escola, da professora tão carinhosa e de todas as crianças daquela sala.
O
tempo passara, meu irmão fora crescendo, e eu também, minha mãe porém, cada vez
mais nervosa e sem paciência comigo,e para meu irmão, toda atenção do mundo.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha