Nunca mais,eu dera notícias a Damião, me recolhera para aquele amor, quando com quatorze anos, me encantara com um rapaz de
olhos negros como jabuticabas,levemente puxados, contrastando com uma pele branca e
perfeita.
Talvez a perfeição toda que vira
nele, se resumia só a isso, ou apenas, só eu que o amara e não percebera.
Quando eu embriagada pela paixão,
envolvida pelo amor, enquanto isso, ele fugira de mim.
Eu começara de maneira errada e
prematura, tentara me justificar de todos os modos...
Términos de relações acontecem, difícil mesmo
para quem ama é aceitar, ou pelo menos, conseguir sobreviver.
Eu precisara de muita energia o dia
todo, pois as aulas eram puxadas, haviam muitos campeonatos e de várias
modalidades de exportes.
Precisara de um esforço brutal,
para me concentrar e focar, mediante tudo, que estava me acontecendo.
A adolescência fora uma fase
encantadora, onde com o coração livre, prometia namorar todos, mas
completamente desprovida de qualquer intenção, e agora já mulher feita,
sofrendo a dor do amor.
Eu ficara horas nos finais de
semana, numa cidade estranha, com gentes estranhas, tentando voltar á minha
doce e pacata Ibitinga.
Cidade que fora nosso ponto de
encontro.
Eu tratara de fazer amizades no
trabalho, e na escola, e aos poucos fui enturmando, com pessoas agradáveis.
Também conheci as amigas, de minhas
duas primas.
Uma nova vida, abrindo seu ciclo,
diante de mim.
Tinha seis meses, que eu estava
morando em Ponta Grossa, agora dona de meu nariz, saia muito de casa, fizera
amizades, e estava pronta, para recomeçar minha vida.
Conhecera rapazes inteligentes, e
interessantes, mas meu coração ainda se mantivera meio inerte, e não se
manifestara de modo algum.
Eu não houvera esquecido Damião,
ainda era pouco tempo, porém, jamais voltaria atrás, pois estava ainda ferida e
magoada.
Inutilmente, ele ligara no meu celular, umas cinco vezes por dia.
Inutilmente, ele ligara no meu celular, umas cinco vezes por dia.
No entanto,eu não atendia, e não me
arrependera, jamais fora por raiva ou ódio, mas porque eu não tivera mais nada,
para dizer a ele.
Nada Mesmo!
Nada Mesmo!
O tempo estava transcorrendo
indiferente para mim,
meus pais
pouco falavam comigo.
Meus irmãos formados,trabalhavam,namoravam...
E o celular, mantinha uma enorme barreira
entre nós, durante as noites.
Só estávamos
juntos de corpo, em casa.
Jamais negara a saudade de Damião,
mas perdera a confiança.
Orgulho fora
mais forte, que a voz do coração!
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha