Como
não fora igualitária, passara longos anos, com a destemida sinceridade de
assumir, quem
realmente eu fora, até então.
Enquanto me sentira tão completa, longe de
tudo e de todos, pelo menos jamais precisara fingir, e apenas de vez em quando
encontrara alguém compatível com meu jeito, com quem compartilháramos nossas
essências.
Passara
a observar, convives seguidos pela pérfida alegria, das hostis multidões, do símbolo de potássio,
asseverado por grande filósofo contemporâneo, numa síntese sobre a solidão das
pessoas felizes.
Assim,buscando desesperadamente nas imagens nas palavras sem nexos, nas atitudes bilaterais, preencher uma vida, quando esta nada mais acrescentara, fora disso.
Assim,buscando desesperadamente nas imagens nas palavras sem nexos, nas atitudes bilaterais, preencher uma vida, quando esta nada mais acrescentara, fora disso.
Quando
tudo precisara de uma alegria falsificada, para expor felicidade, quando
deliberadamente, jamais tocaram esse ponto, apenas filas do símbolo de
potássio.
Asseverando
estupidezes, á respeito de achaques que nem sequer sabem o que é.
Eu
preferira meus apoucados amigos pessoais e substanciais, quanto á constância de
ser sempre mais, enquanto nos meus dias grande acúmulo de afeição me acometera.
Entendera
que ao longo da vida, fizera minha parte com todos, muito menos comigo,e agora
era a vez e o momento de acariciar aquela criança e definitivamente amá-la,
quando trouxera para mim, uma bagagem complementar, ensinando-me a ser muito
mais do que eu imaginara ter sido.
Acumulara
ao longo do tempo sabedoria, jovialidade e uma cumplicidade maravilhosa com o
mesmo, sentindo que este só me acrescentara.
Eu
pudera ficar o tempo todo apenas comigo,sem sequer sentir a necessidade do
potássio,porém,ao encontrar amizades verdadeiras, nossas trocas de palavras,
sempre nos deixara leves, e acrescentando alguma coisa a mais no que tange
sabedoria.
No
entanto, ser feliz é poder conversar sobre os mais divergentes assuntos e não
se contaminar pelo tédio, ou pela fobia da veracidade a qual nela estampada a
única certeza da vida.
A
vida é maravilhosa quando todos os detalhes na composição de nossos dias, nos
acrescentam esperança e alegria de viver, sem buscar incultos subterfúgios.
O
silêncio, por exemplo, sempre tem uma voz maravilhosa quando apenas, os mais
apurados ouvidos conseguem ouvi-la.
No
silêncio encontra-se a voz da consciência e toda sua retórica se voltando a nós
como consolo ou advertência, então o silêncio nos grita muito alto diante de
nossos caráteres.
Assim,
exteriorizando as boas vontades, os bons pensamentos, recolhemos para dentro de
nós, sempre o melhor, o mais plausível dos sentimentos.
E
voltando a nós nossos reflexos, nossa lucidez acalora.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha