Enquanto
o tempo peregrinara ao meu lado e de Eduardo, sempre fora grata a Deus, embora meu coração vivera em muitas temporadas, quebrado,
fracionado.
Entendendo
a partida , ou
descarte, passara a ter
mais encanto á finitude,afinal,meu amor está numa outra dimensão agora, mesmo vivo.
Quando
me refiro á finitude, jamais fora exclusivamente á morte, mas sim, a
morte de um relacionamento também.
Chorarei
quando as lágrimas me vierem,sentirei eterna saudade, lembrarei de nosso amor, em
todas as marcas que em minha vida ficaram.
Eu
viverei este amor ,que talvez só a mim pertencera, lembrando que por mais que
possa doer, sempre fora mais feliz quem amara.
Talvez
tenha me trocado, também por prazer, mesmo assim, continuarei guardando o amor ,que me foi verdadeiro.
Simplesmente
no entardecer da vida, todas as dúvidas recaindo em meu pensamento, também as
percepções, sentindo me, como náufraga, dentro de um parâmetro que durara quase
uma vida.
Embora,
em alguns momentos, todas as sensações sejam contrárias, mesmo assim, prefiro
validar as atitudes, os momentos e também as reconciliações.
E
no mais íntimo de meu ser,paira uma luz gratificante, mesmo porque, tudo será
passageiro nesta vida, enquanto permanecer, num corpo perecível.
Espero,
que minha consciência atravesse as fronteiras, onde habita o perdão, para todas
as imperfeições cabíveis.
Então,
o amor eterno para mim, será uma certeza, que obviamente, enquanto vida, jamais
entendera.
Igualmente, também não delegara a mim mesma, esclarecer tantos fatos, ultimamente fora vivendo
como a vida assim delegara.
Os
longos finais de semana, jamais me insinuaram resignação, pois uma ode
redondinha, sempre permeara minha visão simples e ao mesmo tempo, intelectual.
Eu
jamais quisera trazer Eduardo para o meu jeito, unicamente porque sempre eu
flexionara diferenças ao longo de minha existência, fizera um apanhado de todas
as suas histórias, filtrando e guardando as que me fascinaram.
Minha
rua ainda continua do mesmo jeito, ainda me encontro com as mesmas pessoas,
embora sinta muita saudade daquele morro ao qual eu chamo de montanha.
Sinto
saudade daquele sol intenso, que me fizera recolher meu corpo, buscando as
luzes artificiais por um longo período.
Ainda
viverei o cheiro do mar ao amanhecer,o canto das aves marítimas passando em
bando no quintal, pois minha vida ainda seguirá tranquilamente seu curso.
Quanto
ao amor afetivo, jamais me compete prever, porque a vida entardece e nos
carrega tão facilmente.
Caminhando
por uma alameda eu vira uma pessoa idosa como Eduardo com bigodes fortemente
pintados de preto e um boné afundado na cabeça, nem tive curiosidade mediante a
falácia que ronda por todos os lugares.
O
amor eterno, apenas este permanece comigo,mas acredito eu,que uma finitude fria
e serena, carregara a minha paixão e o meu desejo.
Enquanto
os dias passam, uma neblina harmoniosa se encarrega em desarranjar uma silhueta
tão conhecida por mim.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha