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quinta-feira, 7 de março de 2019

SILHUETA-DO LIVRO_AMOR ETERNO

Enquanto o tempo peregrinara ao meu lado e de Eduardo, sempre fora grata a  Deus, embora meu coração vivera em muitas temporadas, quebrado, fracionado.
Entendendo a partida , ou descarte, passara a ter mais encanto á finitude,afinal,meu amor está numa outra dimensão agora, mesmo vivo.
Quando me refiro á finitude, jamais fora exclusivamente á morte, mas sim, a morte de um relacionamento também.
Chorarei quando as lágrimas me vierem,sentirei eterna saudade, lembrarei de nosso amor, em todas as marcas que em minha vida ficaram.
Eu viverei este amor ,que talvez só a mim pertencera, lembrando que por mais que possa doer, sempre fora mais feliz quem amara.
Talvez tenha me trocado, também por prazer, mesmo assim, continuarei guardando o amor ,que me foi verdadeiro.
Simplesmente no entardecer da vida, todas as dúvidas recaindo em meu pensamento, também as percepções, sentindo me, como náufraga, dentro de um parâmetro que durara quase uma vida.
Embora, em alguns momentos, todas as sensações sejam contrárias, mesmo assim, prefiro validar as atitudes, os momentos e também as reconciliações.
E no mais íntimo de meu ser,paira uma luz gratificante, mesmo porque, tudo será passageiro nesta vida, enquanto permanecer, num corpo perecível.
Espero, que minha consciência atravesse as fronteiras, onde habita o perdão, para todas as imperfeições cabíveis.
Então, o amor eterno para mim, será uma certeza, que obviamente, enquanto vida, jamais entendera.
Igualmente, também não delegara a mim mesma, esclarecer tantos fatos, ultimamente fora vivendo como a vida assim delegara.
Os longos finais de semana, jamais me insinuaram resignação, pois uma ode redondinha, sempre permeara minha visão simples e ao mesmo tempo, intelectual.
Eu jamais quisera trazer Eduardo para o meu jeito, unicamente porque sempre eu flexionara diferenças ao longo de minha existência, fizera um apanhado de todas as suas histórias, filtrando e guardando as que me fascinaram.
Minha rua ainda continua do mesmo jeito, ainda me encontro com as mesmas pessoas, embora sinta muita saudade daquele morro ao qual eu chamo de montanha.
Sinto saudade daquele sol intenso, que me fizera recolher meu corpo, buscando as luzes artificiais por um longo período.
Ainda viverei o cheiro do mar ao amanhecer,o canto das aves marítimas passando em bando no quintal, pois minha vida ainda seguirá tranquilamente seu curso.
Quanto ao amor afetivo, jamais me compete prever, porque a vida entardece e nos carrega tão facilmente.
Caminhando por uma alameda eu vira uma pessoa idosa como Eduardo com bigodes fortemente pintados de preto e um boné afundado na cabeça, nem tive curiosidade mediante a falácia que ronda por todos os lugares.
O amor eterno, apenas este permanece comigo,mas acredito eu,que uma finitude fria e serena, carregara a minha paixão e o meu desejo.
Enquanto os dias passam, uma neblina harmoniosa se encarrega em desarranjar uma silhueta tão conhecida por mim.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha