Passaram dois
meses de luto, da morte de Eduardo,e um pressentimento, ainda mais forte do que antes,que só batera de
leve em minhas sensações, fizera eu acreditar que ele estivera vivo o tempo todo,enquanto eu sofrera horrores.
E que tudo fora alguma coisa armada para o descarte.
E que tudo fora alguma coisa armada para o descarte.
Parara
de sofrer então, e os dias se tornaram mais leves para mim,eu e meu coração
trancáramos as portas para ele.
Mesmo
porque ódio e amor, podem caminhar de mãos dadas, e meu coração sempre soubera
disso, portanto tão livre me pusera, mediante esse pressuposto.
E
os dias se tornaram muito alegres, bem mais alegres do que quando estivera com
ele, nenhum aborrecimento, nem mesmo contra tempo me aborrecera mais.
Confidenciara
isso com um amigo, que simplesmente ficara assustado, pois nunca vivenciara
isso ao longo de sua existência.
Então,
pensara eu, é porque ele nunca conhecera ninguém viciado em chats de Internet.
Eles
vão deixando esse mundo impregnar em suas existências,que acabam misturando o
real com o virtual.
Em
silêncio agora perguntara ao meu coração:
Onde andara meu amor eterno?
E
a consciência sempre soubera que esse amor era flexionado entre os filhos e
familiares.
Enquanto
eu tentara digerir esse aglomerado de complicações,simplesmente,me largara em
paz comigo mesma,quando assim, fora bem melhor a mim também.
Digerir
a ideia de morte,luto,para quem fica é muito doloroso,portanto,dessa maneira,
ele inconscientemente,resolvera o meu problema também, quando eu pressentira
algum descarte.
Meu
coração pusera em Eduardo, muito encanto,
uma maneira de viver e amar, só minha, transferida
a ele.
Porém,não sendo, unanimidade perante outros,
obviamente que são, se vistos pelo
olhar do amor eterno,
como eu o vira.
Jamais
buscara perfeição em Eduardo, o que estendera
mais o amor,
que eu sentira por ele.
Foram os
nossos defeitos tão humanos e tão limitados,
que para mim então, nos aproximava
Sentíramos
fome, calor ,sede jamais
diferentemente das outras pessoas,
portanto éramos imperfeitos e cheios de limitações.
Ele
tinha um olhar benevolente pelos miseráveis, pelos pobres e abandonados, que
acentuara mais ainda isso em mim.
Então
quando ele e suas traições rondavam um término em mim, olhara esse lado, e
flexionara o perdão.
Hoje,
quando as pessoas olham para os relacionamentos, que começaram na virtualidade,
obviamente não reconhecem neles, talvez a possibilidade de um grande amor, mas
foi assim que o nosso amor nasceu.
Ele
se definira para mim ,juntando letras, e quando estávamos ligados um ao outro,
sem nos déramos conta, delineáramos os nossos caracteres também através da
escrita.
Enquanto
virtuais, quando ele trocara
de apelido,
rapidamente, eu o reconhecera.
Uma
vez, estando triste depois de minha separação, pensei :
Se
houver alguém, neste planeta, ele que venha bater em minha porta , e depois de um tempo ele
aparecera, em minha fria janela.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha