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sexta-feira, 8 de março de 2019

PRESSENTIMENTO_DO LIVRO_AMOR ETERNO

Passaram dois meses de luto, da morte de Eduardo,e um pressentimento, ainda mais forte do  que antes,que só batera de leve em minhas sensações,  fizera eu acreditar que ele estivera vivo o tempo todo,enquanto eu sofrera horrores.
 E que tudo fora alguma coisa armada para o descarte.
Parara de sofrer então, e os dias se tornaram mais leves para mim,eu e meu coração trancáramos as portas para ele.
Mesmo porque ódio e amor, podem caminhar de mãos dadas, e meu coração sempre soubera disso, portanto tão livre me pusera, mediante esse pressuposto.
E os dias se tornaram muito alegres, bem mais alegres do que quando estivera com ele, nenhum aborrecimento, nem mesmo contra tempo me aborrecera mais.
Confidenciara isso com um amigo, que simplesmente ficara assustado, pois nunca vivenciara isso ao longo de sua existência.
Então, pensara eu, é porque ele nunca conhecera ninguém viciado em chats de Internet.
Eles vão deixando esse mundo impregnar em suas existências,que acabam misturando o real com o virtual.
Em silêncio agora perguntara ao meu coração:
Onde andara meu amor eterno?
E a consciência sempre soubera que esse amor era flexionado entre os filhos e familiares.
Enquanto eu tentara digerir esse aglomerado de complicações,simplesmente,me largara em paz comigo mesma,quando assim, fora bem melhor a mim também.
Digerir a ideia de morte,luto,para quem fica é muito doloroso,portanto,dessa maneira, ele inconscientemente,resolvera o meu problema também, quando eu pressentira algum descarte.
Meu coração pusera em Eduardo, muito encanto, uma maneira de viver e amar, só minha, transferida a ele.
Porém,não sendo, unanimidade perante outros, obviamente que são, se vistos pelo olhar do amor eterno, como eu o vira.
Jamais buscara perfeição em Eduardo, o que estendera mais o amor, que eu sentira por ele.
Foram os nossos defeitos tão humanos e tão limitados, que para mim então, nos aproximava
Sentíramos fome, calor ,sede jamais diferentemente das outras pessoas, portanto éramos imperfeitos e cheios de limitações.
Ele tinha um olhar benevolente pelos miseráveis, pelos pobres e abandonados, que acentuara mais ainda isso em mim.
Então quando ele e suas traições rondavam um término em mim, olhara esse lado, e flexionara o perdão.
Hoje, quando as pessoas olham para os relacionamentos, que começaram na virtualidade, obviamente não reconhecem neles, talvez a possibilidade de um grande amor, mas foi assim que o nosso amor nasceu.
Ele se definira para mim ,juntando letras, e quando estávamos ligados um ao outro, sem nos déramos conta, delineáramos os nossos caracteres também através da escrita.
Enquanto virtuais, quando ele trocara de apelido, rapidamente, eu o reconhecera.
Uma vez, estando triste depois de minha separação, pensei :
Se houver alguém, neste planeta, ele que venha bater em minha porta , e depois de um tempo ele aparecera, em minha fria janela.

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Izildinha