O
tempo fora passando, e fora unindo mais eu e João, nada para nós era rotina ou
entediante,aliás,gostávamos de saber como seria o próximo dia, o nosso
reencontro ,as nossas conversas informais, nossas risadas e também alguns
contratempos, que pouco duravam enquanto enfatizam a nossa maneira de nos
amarmos.
Era
tarde de outono, João viera ao meu encontro no entardecer, e de longe eu o vira
,virando a esquina, quando eu fotografava sua imagem parecia estar compondo uma
linda pintura com tudo ao redor, onde eu eternamente seria a moldura, que
guardaria essa imagem no coração.
Completávamos
três anos de namoro,eu com dezesseis anos e ele com dezenove, ás vezes eu até
sentia um certo medo de perdê-lo, pois jamais conseguira me imaginar sem o João
em minha vida.
O
amor, certamente nos torna egoísta, porque perder as pessoas que amamos nos faz
sofrer e não queremos sofrer, queremos sempre estar felizes ,por isso nunca
achara a rotina entediante, quando poderia ser bem pior, sentirmos saudade
desta.
Jamais
reclamara quando a presença de João fora escassa em minha vida, sabia de seus
compromissos com o trabalho noturno para poder ajudar os pais.
Ele
tinha um defeito especial, que era roubar uma rosa de vez em quando, do jardim daquela casa,que continha um roseiral perfumado, cheio de rosas o ano inteiro, vez ou outra ele
se ariscara adentrar aquele muro, de sessenta centímetros e apanhar uma para mim.
Ele
era tão romântico e eu o amava mais ainda por isso, e as rosas que ele me dava
eu as guardava dentro de meus livros, que estavam cheios e perfumados.
Depois
de secas elas ficavam lindas, e ele tinha um capricho de me trazer, a cada dia, uma de cada
cor.
João
era tão elegante e ao mesmo tempo de uma simplicidade só dele.
Aos
domingos á tarde, gostava de ver os times, que ele já havia formado com os
adolescentes mais jovens, jogarem.
Ele
já não jogava mais e se tornara uma espécie de técnico dos times todos e os
meninos de doze ,treze anos o adoravam.
Depois
no finalzinho da tarde, o famoso caldo de cana quase verdinho com limão e
aquela doçura, me acompanhava até minha casa, para depois irmos ao cinema á
noite.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha