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sexta-feira, 29 de março de 2019

O AMOR_DO LIVRO_A CURA

O tempo fora passando, e fora unindo mais eu e João, nada para nós era rotina ou entediante,aliás,gostávamos de saber como seria o próximo dia, o nosso reencontro ,as nossas conversas informais, nossas risadas e também alguns contratempos, que pouco duravam enquanto enfatizam a nossa maneira de nos amarmos.
Era tarde de outono, João viera ao meu encontro no entardecer, e de longe eu o vira ,virando a esquina, quando eu fotografava sua imagem parecia estar compondo uma linda pintura com tudo ao redor, onde eu eternamente seria a moldura, que guardaria essa imagem no coração.
Completávamos três anos de namoro,eu com dezesseis anos e ele com dezenove, ás vezes eu até sentia um certo medo de perdê-lo, pois jamais conseguira me imaginar sem o João em minha vida.
O amor, certamente nos torna egoísta, porque perder as pessoas que amamos nos faz sofrer e não queremos sofrer, queremos sempre estar felizes ,por isso nunca achara a rotina entediante, quando poderia ser bem pior, sentirmos saudade desta.
Jamais reclamara quando a presença de João fora escassa em minha vida, sabia de seus compromissos com o trabalho noturno para poder ajudar os pais.
Ele tinha um defeito especial, que era roubar uma rosa de vez em quando, do jardim daquela casa,que  continha um roseiral perfumado, cheio de rosas o ano inteiro, vez ou outra ele se ariscara adentrar aquele muro, de sessenta centímetros e apanhar uma para mim.
Ele era tão romântico e eu o amava mais ainda por isso, e as rosas que ele me dava eu as guardava dentro de meus livros, que estavam cheios e perfumados.
Depois de secas elas ficavam lindas, e ele tinha um capricho de me trazer, a cada dia, uma de cada cor.
João era tão elegante e ao mesmo tempo de uma simplicidade só dele.
Aos domingos á tarde, gostava de ver os times, que ele já havia formado com os adolescentes mais jovens, jogarem.
Ele já não jogava mais e se tornara uma espécie de técnico dos times todos e os meninos de doze ,treze anos o adoravam.
Depois no finalzinho da tarde, o famoso caldo de cana quase verdinho com limão e aquela doçura, me acompanhava até minha casa, para depois irmos ao cinema á noite.

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Izildinha