Passara a me esconder,durante dois meses me sentindo sozinha e procurando ser invisível a tudo e a todos,
para esconder a minha tristeza,para que enfim,não soasse, como fraqueza, ou qualquer coisa
parecida.
Porém,
com o passar do tempo, tendo sempre em mente, de que Eduardo vivera em algum
lugar, e a morte fora um subterfúgio perverso, para fugir de mim, minha vida
retornara aos poucos, sentindo que o contato zero, fora uma resposta ás minhas
eternas orações.
As
manhãs voltaram aos poucos, trazendo um novo colorido dentro de minha visão, e
todas as angústias do mundo foram ficando para trás, uma vez que mesmo o amando,
entendera, que ele jamais vacilara, em me fazer sofrer.
Sempre
preferira guardar segredo com qualquer pessoa estranha, que mal conhecia, para esconder-se de mim.
O amor eterno ,só a mim pertencera.
O amor eterno ,só a mim pertencera.
A
poesia levemente, começara a me fazer companhia, sem o menor vestígio de
ressentimento, apenas uma leve emoção, caindo dentro do coração, como um antídoto
vaporoso e invisível, mas que tanta paz acarretara.
Depois, que eu vivera uma vida de dedicação e amor eterno, ás pessoas, as quais me foram
incumbidas, restara alguma coisa muito importante, dentro desse amor verdadeiro, que
seria "o amor próprio."
Então, colocara em meu caminho, uma esperança condecorada com as luzes da sabedoria, e
sem o intento da perfeição, colocara meus valores todos, em seus devidos
lugares, e de uma maneira concreta e sólida, que jamais serão alterados.
Assim,
me encontrando aos poucos,eu revivera a paz.
Edificara
dentro de mim,o que certamente eu tivera no momento, ou simplesmente, o que me
restasse.
Eu
mesma, minha condição sincera, de ter abastecido meu corpo e alma, do que
eu chamara de amor, e dedicação.
E jamais esperara, pelo retorno, porque o retorno, sempre invalida, as nossas
boas ações, portanto, continuara a me encontrar, dentro de uma redoma alva e
livre, que me permitira voar com a alegria.
Quanto
ás intempéries, oferecidas pelo meu mundo individual, jamais me atingirão, visto
que estou num plano perpendicular onde, somente
o importante é o visível aos olhos e o acústico aos ouvidos.
Enquanto
penso em Eduardo, com uma certa certeza, vejo o meu mundo mais claro e aberto, a
tudo que posso realizar, visto que o presente, sempre me fora o maior presente.
Poderíamos
ter vivido muito mais juntos, porém, por escolha dele, assim eu fizera, ele
sempre determinara o que fora importante ou não, dentro de nosso
relacionamento,portanto,jamais me esfacelarei em lágrimas, sabendo que tudo fora
um cruel descarte.
As
lembranças, nem sempre falam de saudade, então pudera dizer, que foram cunhadas algumas tantas, que me causaram tristezas, quando sempre houvera um empecilho entre nós.
Dificilmente, no primeiro mês eu conseguira absorver as ideias, do nunca mais, portanto agora,
jamais desertada, posso asseverar, que aprendera muito, em tão pouco tempo ,de
doutrinação.
Por
mais importante, que alguém se considere importante, jamais será absoluto depois da
finitude, quando todos se recolhem.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha