Todos
os dias, deparo com uma pessoa diferente ,dentro de mim, mas em determinados
momentos, simplesmente retorno devagar, sentando ao teu lado e ouvindo a voz do
silêncio, em tua voz.
Desertada silenciosamente, observo tua fotografia, tão viva, tão autêntica dentro de
mim,me dizendo alguma coisa.
Eu
só não consigo alinhar essas palavras, pois o silêncio faz um barulho imenso ,e
eu as perco no meio do vozerio humano.
Talvez,
você seja um anjo agora, então os anjos devem ter um jeito especial de se
comunicarem com as pessoas.
O
sol castiga a calçada lá fora, iluminando o dia com uma clareza tal, ferindo
minhas janelas que se estendem para bem distante, onde as esquinas escondem
gestos passados.
Sempre
flexiono entendimentos comigo mesma, mas quando estou rasante, tocando a
imperfeição com mais força, sinto uma vontade de me deixar levar por um sono
qualquer.
Uma
positividade pregada lá fora, faz os ventos espalharem folhas secas, varrendo
compreensões murchas, já destacadas de suas vertentes, que insistem em se
driblarem.
Como
uma esperança mudando de sentido, querendo articular uma ideia, num neologismo
cabal, então, tantos sons saltam desenhados por algum rabisco, querendo fluir
como expressão.
Sim,
um dialeto formado de silêncio, onde a voz dos ventos soletram asseverações,
complementando uma epopeia taciturna também.
Eu,simplesmente,ficara
para trás e tão somente comigo mesma, mas quando minha fé aos poucos retorna, então sinto tudo, mesmo
não tendo, ou não sendo nada.
Eu
tivera anos e anos para me prevenir,mesmo assim,eu achara que minha estrada
seria menos difusa.
Porém,
rapidamente ascendestes os degraus de um noticioso tão dorido caindo dentro de
minha existência como todas as tardes de uma vez.
Atualmente, meu mundo desconstruído, pedira um tempo para recolocar uma continuidade em mim,
sem sua presença.
Hoje,
sempre o dia de todos os dias, a saudade de todas as saudades, a síntese, das
lembranças encalacradas no coração.
Sou
simplesmente um amontoado de dependências, e sem as quais ,fora quase nada,
esperando que a consciência, um dia se liberte do peso corpóreo, e visite a
leveza das planícies, dos lagos, das montanhas cheias de neblinas.
Espero
em algum lugar do passado, ter uma incidência marcada com Eduardo e sorrindo
como se o tempo jamais durara tanto, dizermos um ao outro:
Como
tem passado?
Porém,
esperarmos as respostas em nossas ações complementares, nas lágrimas contidas,
nos sorrisos tímidos e inexplicáveis, até então...
E
novamente, abrangermos a vida, que num lugar qualquer, fora adormecida pelo
cansaço, pelas dores que jamais pudéramos compartilhar.
Então
nossas mãos enlaçadas marcarão um transporte vibracional entre a minha alma e a
tua.
Talvez então,possamos discernir um conceito de imortalidade.
Talvez então,possamos discernir um conceito de imortalidade.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha