Percebera
também na primeira conversa, ele tirando o óculo, para eu ver que seus olhos
eram azuis, embora ele não soubera,
que eu achara seu olhar embotado
naquele dia.
Mesmo
assim, quando um empata se envolve com alguém em quem
confia como ser, quer cuidar, quer envolver e fazer dessa pessoa um ser melhor
de alma e de aparência.
Mas
depois constatara, que estivera redondamente enganada, um
homem que não se envolve com uma mulher além da intimidade, jamais permite que
esta cuide dele.
Eu
o sentira arredio, toda vez que eu tentara melhorar em alguma coisa, mesmo
assim, um amigo dele houvera me dito um tempo depois, que nunca o vira tão bem.
Mas
tudo fora mudando e nosso envolvimento fora acompanhando as desconstruções.
Mesmo
assim, para mim, tudo sempre estivera muito bom, antes das crises acontecerem, mas quando as
crises me abatiam, jurava para mim mesma, que iria cuidar melhor de mim.
Depois as fases de tratamento de silêncio, que quase me matavam, deixando me aniquilada,depois a culpa e o pedido de perdão.
Então
eu me vira cercada por ele, e amarrada pelo meu coração, e sendo alvo de todos
os flying monkeys femininos, que viviam para me afrontar.
Hoje
olho minhas fotos, minhas cartas idiotas e sinto além da vergonha , sentimento de culpa
por ter sido assim, por ter reagido.
Aos
poucos fora me orientando, estudando e procurando me conhecer.
Até
hoje, ou hoje mais do que nunca agora, percebo que a melhor conselheira minha, sou eu
mesma.
Porque, toda vez que tento conversar, com outra pessoa á respeito, acabo me aborrecendo
muito.
Eu
não me apaixonara pelas histórias mirabolantes, nem pelas suas viagens
magníficas, mas sim, pelo lado desapegado da simplicidade, que tirava dele o velho,
e colocava o menino, tão simples, tão gentil, natural e delicado.
Entretanto,
agora vivendo em paz, sem ao certo saber o que acontecera, não me recai nenhum
sentimento de culpa, se fora descarte, porém se fora morte, alguma coisa a mais, eu pudera ter feito.
E
vou tentando de novo realinhar minha vida, só que desta feita, um pouco mais
solta e desapegada, também sinto nisso tudo uma pitada de decepção.
Eu
poderia ficar constrangida na hipótese de um descarte, mas tenho comigo e pelo
que sei de mim, nenhum homem normal cometeria tal atrocidade.
Saio
levando minhas mãos vazias e limpas, e quanto ao meu jeito de ser, não pretendo
mudar...
Apenas
prometo, enquanto viver, cuidar muito mais de mim, visto que preciso de contatos zeros, e isso eu constato cada vez que ligo para alguém, ou alguém me liga,
fazendo com que eu seja o centro da conversa.
A
vida inteira tolerara isso, portanto agora, me respeito mais, depois de tanto
me aborrecer com esses questionários,ou lamuriamentos, tão
fora de hora, fora de interesse, de quem quer que seja,
Então, vou sugerindo ás pessoas interessadas cuidarem de suas próprias vidas, dos
próprios interesses,de suas próprias frustrações.
Quando
abrira o coração para esse amor, nunca
imaginaria que com ele ,entraria
também uma multidão para ficar do
lado de minha razão, tão exclusiva que só pertencera a mim.
Os
dias sucedem tão solitários e eu cada vez mais acostumada comigo mesma.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha