Ele
Eduardo e eu Gilda, ele a praticidade da razão, e eu a emoção do amor.
Constituindo
amor eterno dentre meu ser, fora aos poucos me envolvendo em sua teia,
aparecendo e sumindo como de praxe a uma personalidade levemente narcísica, que
precisara provar uma reconquista em cada volta,me invalidando sutilmente como
mulher difícil.
Eu
jamais entendera esse lado tétrico, mas preferira ficar com meu lado doce que
encontrara tanta coisa semelhante a doçura nele.
Assim,
quando percebera, nossas visões, já haviam cruzado o mesmo horizonte, o mesmo
entardecer ocre e esperançoso.
Minhas
sensações deixavam meu corpo mais leve, e mesmo mediante tanto labor, sentira
uma suavidade me envolvendo no final de cada dia, substituindo o cansaço.
Eu
apenas, quisera estar vivenciando toda esse noticioso, sem sequer me dar conta
de que apenas eu houvera me afastado da busca, mas ele continuava incansável,
esmiuçando as mesmas palavras por noites que esticavam madrugadas adentro.
Eduardo,
percebera eu,que não vira nada de interessante em mim, mas me tratava
regularmente bem.
E
para uma sonhadora como eu,que viera de muitas atribulações,sempre,ou qualquer
emoção era válida naquele momento, pois já o houvera desvendado sabendo seus
defeitos, assim como ele soubera dos meus e de vez em quando tivera a
delicadeza de me lembrar.
Eduardo
vinha de um mundo machista, onde um homem para uma mulher soara como um prêmio.
A
primeira vez que eu ligara para Eduardo, sentira uma dicção perfeita e uma voz
encantadora, sem nenhuma entonação.
Eu
ainda passava meus dias contando as horas para chegar em casa e correr para um
descanso, quando ao girar a chave de minha porta, sempre tivera a sensação de
me encontrar comigo mesma e me sentir inteira.
O
meu pensamento já não ficava estático ouvindo as músicas do Titãs, Legião
Urbana, Pink Floyd ,Guns e outras mais bandas de rocks que nem eram tanto
coniventes com minha idade.
Depois
de minha separação, me tornara uma rockeira incondicional, e desligara qualquer
som romântico, por medo de sangrar a ferida.
Eduardo
já não estava fora de meus pensamentos, desde os meus primeiros contatos com
ele via virtual, fora normal,eu me pegar pensando nele sem querer.
E
fora um caminho aberto para que nos conhecêssemos, nos tornássemos amigos reais
e depois namorados.
Ele
talvez em quase vinte anos, jamais me entendera como namorada, sendo que eu
passara os finais de semana sempre sozinha, enquanto ele ainda revirava os
chats desesperadamente, em busca de algo mais.
Eu
fora permitindo me envolver numa relação, conduzida por ele, da maneira que ele
quisesse.
Empata
que sou, aceitara até não aguentar mais, depois brigara,aí voltara e pedira
perdão, como se eu fosse culpada.
Então,
depois de longo silêncio voltando ele discursava um longo tempo a respeito de
tudo que ocorrera, fazendo-me reviver todo drama me sentindo culpada.
Logo
no início percebera isso, mas tarde demais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha