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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

SENSAÇÕES-TRECHO DO LIVRO-AMOR ETERNO

Ele Eduardo e eu Gilda, ele a praticidade da razão, e eu a emoção do amor.
Constituindo amor eterno dentre meu ser, fora aos poucos me envolvendo em sua teia, aparecendo e sumindo como de praxe a uma personalidade levemente narcísica, que precisara provar uma reconquista em cada volta,me invalidando sutilmente como mulher difícil.
Eu jamais entendera esse lado tétrico, mas preferira ficar com meu lado doce que encontrara tanta coisa semelhante a doçura nele.
Assim, quando percebera, nossas visões, já haviam cruzado o mesmo horizonte, o mesmo entardecer ocre e esperançoso.
Minhas sensações deixavam meu corpo mais leve, e mesmo mediante tanto labor, sentira uma suavidade me envolvendo no final de cada dia, substituindo o cansaço.
Eu apenas, quisera estar vivenciando toda esse noticioso, sem sequer me dar conta de que apenas eu houvera me afastado da busca, mas ele continuava incansável, esmiuçando as mesmas palavras por noites que esticavam madrugadas adentro.
Eduardo, percebera eu,que não vira nada de interessante em mim, mas me tratava regularmente bem.
E para uma sonhadora como eu,que viera de muitas atribulações,sempre,ou qualquer emoção era válida naquele momento, pois já o houvera desvendado sabendo seus defeitos, assim como ele soubera dos meus e de vez em quando tivera a delicadeza de me lembrar.
Eduardo vinha de um mundo machista, onde um homem para uma mulher soara como um prêmio.
A primeira vez que eu ligara para Eduardo, sentira uma dicção perfeita e uma voz encantadora, sem nenhuma entonação.
Eu ainda passava meus dias contando as horas para chegar em casa e correr para um descanso, quando ao girar a chave de minha porta, sempre tivera a sensação de me encontrar comigo mesma e me sentir inteira.
O meu pensamento já não ficava estático ouvindo as músicas do Titãs, Legião Urbana, Pink Floyd ,Guns e outras mais bandas de rocks que nem eram tanto coniventes com minha idade.
Depois de minha separação, me tornara uma rockeira incondicional, e desligara qualquer som romântico, por medo de sangrar a ferida.
Eduardo já não estava fora de meus pensamentos, desde os meus primeiros contatos com ele via virtual, fora normal,eu me pegar pensando nele sem querer.
E fora um caminho aberto para que nos conhecêssemos, nos tornássemos amigos reais e depois namorados.
Ele talvez em quase vinte anos, jamais me entendera como namorada, sendo que eu passara os finais de semana sempre sozinha, enquanto ele ainda revirava os chats desesperadamente, em busca de algo mais.
Eu fora permitindo me envolver numa relação, conduzida por ele, da maneira que ele quisesse.
Empata que sou, aceitara até não aguentar mais, depois brigara,aí voltara e pedira perdão, como se eu fosse culpada.
Então, depois de longo silêncio voltando ele discursava um longo tempo a respeito de tudo que ocorrera, fazendo-me reviver todo drama me sentindo culpada.
Logo no início percebera isso, mas tarde demais.

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Izildinha