Marcadores

domingo, 10 de fevereiro de 2019

PRIMEIRA DESILUSÃO-DO LIVRO-INVALIDADORES

Minha mãe nos criara sozinha, nunca falara mal de meu pai, ela tinha uma vida bastante agitada e eu me sentia na obrigação de ajudá-la.
Morávamos no Ipiranga, numa casa de fundos quarto e cozinha e nos ajeitávamos como podíamos.
Quando eu entrei na escola, comecei a me interessar ´pelas escritas, e assim foram desaparecendo meus complexos tantos.
Ás vezes sentia muito medo da morte também,eu nunca procurei saber porque quando eu era criança, pensava na morte o tempo todo.
Mesmo assim, com todos os meus problemas eu ia tocando a minha vida como eu podia.
Quando completei onze anos de idade, recebi um recado de um menino nissei dizendo que me amava e que eu era a menina mais linda da escola.
Era próximo do Natal e ele me enviara um cartão brilhante e perfumado, escrito com uma letra linda embaixo dos dizeres:
De teu amigo que o ama sinceramente.
Nossa!
Isso me mudou completamente,eu me apaixonara pela primeira vez na vida, mas ele tinha dezesseis anos e essa diferença era uma barreira que me entristecia.
A minha irmã mais velha que eu a Aline, sabendo disso, ela com catorze anos,bonita,corpo já de mulher, começara a ficar com ele, não porque gostasse.
Isso me deixava muito triste.
Fora a primeira sombra de amor, que invadira e tocara levemente meu coração, mas aos poucos eu fora me afastando, não do amor, mas da possibilidade, por tudo aquilo, que até então eu nunca fora.
Passara uns bons anos amando aquele menino nissei, até que ele arrumara uma outra namorada de sua idade e logo depois se casara.
Minha irmã Aline era uma moça muito bonita, igualmente era Aliana a caçula.
Então, eu ficara com o lado introvertido da história, me questionando o tempo todo.
Eu precisara  consertar minha existência, encaixando dentro da vida, me olhando de frente e me aceitando, portanto ainda era muito cedo para que eu enxergasse tais coisas.
Eu não sabia, que pelas minhas características, era um atrativo para os Invalidadores.
Atraída pelas  pessoas diferentes, quando eu, como  pessoa aberta á empatia, sempre sentira e percebera coisas, que outras pessoas jamais  sentiam.
Começara a me enveredar pela fé,pela capacidade de sentir e viver outras emoções, e com estas me realizar  harmonicamente, dentro da paz.
Ás vezes, sentimos que a vida está espremida num canto, onde só cabe uma receita para todo mundo, não tendo como alargar tais espaços.
O que não podemos esquecer, é que diariamente, repetimos ações, usamos utensílios, que não nos caíram do céu, mas que alguém num dado momento, em face da necessidade,os criara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha