Logo quando surgiu a adolescência,
o mundo começara a ficar mais aberto a tudo que eu pudera fazer de valioso,porém,sempre tivera pessoas ao meu redor, para colocar defeitos nas
minhas atitudes e também em tudo que eu realizara.
Começara a despontar uma outra
pessoa dentro de mim, mesmo assim, gostava de meus cabelos meio ruivos,de minha
pele rosada, gostava do mundo que me cerceava, sem necessitar do aval das
pessoas.
Meu mundo foi ganhando uma dimensão
maior, e as escritas foram minhas amigas inseparáveis.
Adorava meus livros, as histórias
que eles me contavam, as descobertas que eu podia fazer e a partir daí partir
para outras.
Eu estava sempre antenada nesse
mundo das descobertas e uma vez fiquei sabendo que a aspirina colada a um calo
com esparadrapo, poderia removê-lo, pois ela esfoliava a pele até remover
completamente o calo.
Agora bem mais tarde associei essa
ideia a esfoliação no rosto, onde a
aspirina entra como grande coadjuvante da beleza da pele.
Percebera que certas invalidações
só me fizeram perceber que eu tinha muito mais a fazer e á realizar do que
ficar presa ás coisas que já foram criadas e inventadas.
E começara a pintar os sapatos
usados de minha irmã mais velha, que ficara muito brava, mesmo sendo um sapato
que ela não usaria mais.
Além disso, sempre rira muito de
minhas customizações de sapatos.
Não ficavam muito boas, mas era o
único jeito que eu tivera de adquirir um sapato com cara de novo para sair á
noite.
Fora as broncas de minha irmã.
Improvisava lixas para meus pés, ou
unhas com algumas coisas mais estranhas, mas que para mim, sempre davam certo.
Mesmo que por conta disso,eu fosse
ironizada pelos meus familiares.
Eu sempre gostava de mãos bem
cuidadas e quando tinha que realizar algum serviço mais grosseiro, não podendo
comprar luvas,eu as fabricava em casa mesmo de tecido.
Que bom que hoje ninguém precise
fabricar suas próprias luvas.
O fato de eu ser invalidada sempre,
principalmente ser chamada de feia, fez com que eu me interessasse em mudar
minha imagem.
Não porque eu estivesse
insatisfeita comigo,mas sim, as pessoas ao meu redor.
Mesmo que eu nunca fizesse nada que
despertasse um elogio, estava sempre realizando mais e mais.
Eu era invalidada como péssima
lavadora de louças, de roupas e também, era criticada por viver sempre
distraída pensando em coisas.
Eu vivia completamente inundada no
meu mundo, nas minhas histórias que eu adorava criar, nos meus enredos e nos
meus romances.
Enquanto minhas irmãs tinham uma
infinidade de amigas, sabiam se arrumar adequadamente para saírem de casa, esse
lado meu sempre foi mais disperso.
Gostava de cuidar de minhas mãos,
meus pés,corpo,cabelo e dava pouca importância para roupas e sapatos.
Aos poucos isso começara a surtir
efeito, mas eu tinha o agravante das invalidações para me lembrar que eu era
feia,branquela, e que o sol não me bronzeava, mas sim, deixava vermelha.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha