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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

QUIETUDE

Diferentes dias, novas sensações frutos de ações vividas e digeridas com prazer ou desagrado, feito uma palavra doce, ou uma palavra cortante como fio de navalha que vem de encontro com a veracidade do momento, quando bem quiséramos entender não os outros, mas apenas o que nos afronta, mediante tanta interrogação, e tão poucos rebates.
Ás vezes uma satisfação que nos inunda tanto, a ponto de sentirmos que a vida é uma dádiva inigualável transbordante de felicidade, noutras vezes, um fardo pesado para arrastarmos..
A fé, sempre uma esperança, de que o sonho vença o contragosto e a desesperança, portanto a consternação demasiada, tranca todas as portas a priori, e nos sentimos desviados de um caminho, com nossa luz opaca,sem sabermos de onde origina tal opacidade.
Nosso coração,fintando ser poeta calado, combalido e fechado também, querendo encontrar uma saída para tal ensaio da extenuação.
Parece que viramos suprimentos e fomos sugados para longe de nós, onde os ventos não nos falam de poesias, não nos inspiram e não nos deixam em paz.
Contudo, ainda a luz da compreensão cabe a nós encontrarmos, quando uma tempestade nos aniquila e nos põe definitivamente prostrados conosco mesmos ,deixando-nos o gosto amargo de sermos quem somos, com o comprometimento de jamais vacilarmos sequer, conosco mesmos.
Então,sempre precisamos buscar aquela criança do passado e pedir que ela nos ajude, pois ela sempre foi tão forte e resistente em relação ao que somos agora.
Precisamos olhá-la de frente e pedirmos que nos ajude, pois mesmo ela nos deixando tanta coisa boa, ás vezes, a solidão, o abandono se apoderam de nós,principalmente quando nos encontramos diante de uma multidão, ou de algumas pessoas, que com o intuito de amortizar toda benignidade, que tentamos improvisar, com um zotismo descomunal esquecem que temos impressionabilidade também.
Porém, o tempo nos trará de volta, sãos e salvos, acreditamos sempre, pois a finitude talvez seja bem mais complacente,mas enquanto a aguardamos, ambicionamos viver em quietude.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha