A
rua estava repleta de carros, meio dia e meio da semana, quarta feira
ferrada,eu caminhava a largos passos para almoçar em casa, pois morava perto de
meu emprego, o que tornava minha vida, menos dificultosa...
Farol
fechado e aquele amotinado de pessoas se trombando, entre os que iam e vinham
sentido contrário, começo de verão e o sol se fazia escaldante, esfreguei com
as costas da mão minha testa, quando senti uma gotícula fria descendo pela
face.
A
vida e seu cotidiano se tornava ás vezes muito difícil, mesmo porque, nunca me
dava tempo para avaliar-me.
Contudo
uma correria sem piedade se apoderava de mim,como se eu vivesse apenas para
trabalhar em não trabalhasse para viver.
Ficava
ás vezes imaginando como seria o outro lado da vida, o lado mais confortável de
uma mulher, onde as coisas poderiam fluírem com mais calma, fazendo de mim uma
mulher melhor, mais tranquila, com horários menos loucos e mais definidos.
Mas
a minha vida era uma loucura, vivia estressada e correndo,sentindo a vida escoar pelos vãos,sem ao menos constatar como seria eu vivendo como uma mulher elegante,sem grandes preocupações financeiras,amparada e preocupada apenas quando e onde seria a próxima viagem.
Com
esperanças mais latentes e não
apenas aquelas que eu comumente ia
pegá-las a unha para torná-las em realidade.
Sonhava
muito ser feliz, às vezes,eu mesma me perguntando se eu soubesse o que era
felicidade, me via toda enrolada sem saber me definir feliz ou não.
Enfim,
era saudável ,nem feia nem bonita,me bastando e pronto.
Portanto, acredito que dentro da gente, existam
outras prioridades, das quais, não nos damos conta.
Rapidamente
atravessei, quase tropeçando, em um racho da sarjeta, e equilibrei, e saí me equilibrando,e caminhando, em direção á minha casa.
Então senti alguém se aproximando, e sem
mais, nem menos rodeios, me perguntou onde eu morava.
Olhei de soslaio,titubeei na resposta, mas
ele, passo apressado, tanto quanto insistente, de imediato me ocorreu, que ele
já devia saber,eu,meio discretamente,respondi:_Pois é, moro por aí,por aí.
Ele
riu de minha resposta, mas desviou a pergunta querendo saber meu nome, puxa
vida! Pensei.
Que
cara insistente!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha