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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

FELIZ OU NÃO[DO LIVRO-A ESTÁTUA]

A rua estava repleta de carros, meio dia e meio da semana, quarta feira ferrada,eu caminhava a largos passos para almoçar em casa, pois morava perto de meu emprego, o que tornava minha vida, menos dificultosa...
Farol fechado e aquele amotinado de pessoas se trombando, entre os que iam e vinham sentido contrário, começo de verão e o sol se fazia escaldante, esfreguei com as costas da mão minha testa, quando senti uma gotícula fria descendo pela face.
A vida e seu cotidiano se tornava ás vezes muito difícil, mesmo porque, nunca me dava tempo para avaliar-me.
Contudo uma correria sem piedade se apoderava de mim,como se eu vivesse apenas para trabalhar em não trabalhasse para viver.
Ficava ás vezes imaginando como seria o outro lado da vida, o lado mais confortável de uma mulher, onde as coisas poderiam fluírem com mais calma, fazendo de mim uma mulher melhor, mais tranquila, com horários menos loucos e mais definidos.
Mas a minha vida era uma loucura, vivia estressada e correndo,sentindo a vida escoar pelos vãos,sem ao menos constatar como seria eu vivendo como uma mulher elegante,sem grandes preocupações financeiras,amparada e preocupada apenas quando e onde seria a próxima viagem.
 Com esperanças mais latentes e não apenas  aquelas que eu comumente ia pegá-las a unha para torná-las em realidade.
Sonhava muito ser feliz, às vezes,eu mesma me perguntando se eu soubesse o que era felicidade, me via toda enrolada sem saber me definir feliz ou não.
Enfim, era saudável ,nem feia nem bonita,me bastando e pronto.
Portanto, acredito que dentro da gente, existam outras prioridades, das quais, não nos damos conta.
Rapidamente atravessei, quase tropeçando, em um racho da sarjeta, e equilibrei, e saí me equilibrando,e caminhando, em direção á minha casa.
 Então senti alguém se aproximando, e sem mais, nem menos rodeios, me perguntou onde eu morava.
 Olhei de soslaio,titubeei na resposta, mas ele, passo apressado, tanto quanto insistente, de imediato me ocorreu, que ele já devia saber,eu,meio discretamente,respondi:_Pois é, moro por aí,por aí.
Ele riu de minha resposta, mas desviou a pergunta querendo saber meu nome, puxa vida! Pensei.
Que cara insistente!

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha