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domingo, 4 de novembro de 2018

EGOÍSMO[DO LIVRO_O QUE O TEMPO LEVA]

A tarde se fizera lenta,eu literalmente recolhida para qualquer ação, quando nem pensar eu conseguira, nenhuma resposta me vinha naquele momento, apenas um sono incontrolável da fuga, sentindo sob meus ombros a responsabilidade, pelo que eu poderia fazer, e também pelo que eu já fizera.
Mas, olhando para traz, pudera ver uma vida maravilhosa, pelo menos eu, a vivera sempre
assim,claro,existiram momentos de angústia,onde tudo parecia desabar, mas reiterando, eram “momentos” apenas.
Uma letargia apoderando de
mim, em meus passos pesados, meus pensamentos lentos como imaginação em câmera lenta.
Ás vezes, quando nos declarando
 benevolentes perdoando, acabamos sendo egoístas, tirando oportunidades de crescimentos.
E fora isso que eu fizera a vida inteira.
A minha maneira de amar, não fora condizente com o amor verdadeiro, aquele que ama a pessoa, mas detesta o erro, o defeito.
Fizera isso, com consciência de sermos inacabados, e vivera errando tanto, para
acertar.
 Cobrara o tempo inteiro de mim, enquanto facilmente fui relevando o outro,
esquecendo que ele precisara crescer.
E a prova estava aí...
E a vida sempre estivera me mostrando uma novidade, um fato inusitado, um caminho difícil, que me levara a sabedoria, porém jamais para engavetar na memória, mas sim, para que a distribuísse em forma de ações, quando desta eu tivera oportunidade.

Amor acima de tudo, carece justiça,porém muitas vezes,eu fora injusta com o amor, quando entendera demasiadamente a quem amava, flexionando inconsciente, minha aprovação.
Sendo mais sincera e dura com o
amor, pudera implicar sofrimento, então eu relevara estupidamente, o oposto de minhas verdades.
Apenas achando que estivera beneficiando o outro, com minhas generosidades, mas muito pelo contrário, tendera me beneficiar também, e tirara a oportunidade do outro crescer.
Eu sempre acreditara no
perdão,como uma maneira de tornar a vida mais leve, passando longe da mágoa , do ódio ou outro ressentimento qualquer, entendidos como maléficos á nossa saúde física e mental, porque além disso, foram sentimentos na contra mão da linha de minha vaidade.
Soubera que o
ódio, a mágoa aniquilam abruptamente, embora nunca confessara, mas uma vaidade fizera parte de meus dias, de minha vida.
Então,rapidamente, eu me prontificara ao perdão...
Entendera o tempo, marcando de maneira desenfreada, as pessoas que se perderam no caminho do erro proposital, em consequência de ódios e mágoas carregadas ao longo dos anos.
Fora uma tarde bastante complexa, e uma série de pensamentos e conclusões me vinham á
mente,porém,nenhuma resposta,para o caminho que eu precisara tomar.
No meio da tarde um sono venceu-me, e sonhei estar caminhando com minha família, em um lugar bem prazeroso, onde a Natureza era o grande destaque.
Também sonhara estar indagando meu grande amor, o que eu fizera de tanto errado por amá-lo e perdoá-lo tanto.
Acordei com lágrimas, que me fizeram lavar a alma, talvez eu precisara no momento.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha