Mais
uma vez, a vida me pedia calma e como vivemos sempre inacabados, uns mais
outros menos, então eu precisara de um tempo para pensar.
Sim
pensar, porque existem momentos em que ficamos tão sós conosco, e nem adianta
sair buscando conselho para quem não está no calor das emoções vivenciadas por
nós.
As
nossas frequentes perguntas, nesses momentos, caem como frutas maduras,
despencando do pé.
O
meu coração precisava pelo menos dessa vez, dar um tempinho para a razão, pois
sempre tivera um coração muito mandão, que sempre fora tomando a frente, e determinando tudo,
sem esperar pela voz da razão.
Entendera
sempre o coração como o lado benevolente da vida, Deus me livre ser racional
apenas, mas quando o coração assume tudo, ele nos faz sofrer muito pelos
outros.
Mais
uma vez olhei nos olhos dele, estavam cheios de lágrimas,que ficaram embotadas
e não conseguiam deslizar pelo rosto.
Senti
vontade de tocar com o canto do polegar aquele olhos marejados, mas me contive,
entendi nesse momento,o coração já falando mais alto.
Eu
poderia entender tal segredo, da maneira que melhor me conviesse, mas não seria
entendimento dessa maneira, seria conveniência.
Por
isso, depois da tempestade, preferira esperar pelo arco íris, assim com a alma
lavada, o pensamento mais leve, encontraria uma saída, uma resposta dentro de mim.
Eu
estivera até então vivenciando uma zona de conforto, onde a felicidade era o
presente do momento, mas isso mexera com minhas estruturas.
Eu
não pudera nem acusar, nem apoiar ,pelo que ele me fizera, pois eu estivera por
longos anos sofrendo as consequências e colocando o assunto reciclado a cada
dia de nossa vivência com minhas palavras ,em seu ouvido.
E ele guardara esse segredo o tempo todo.
E ele guardara esse segredo o tempo todo.
Puxa
vida, pensara.
Como
pode ter sido tão frio e calculista comigo?
E
já tateava a confiança, dentro de meus sentimentos, querendo se retirar.
Muitas
vezes, nem somos donos de nossas respostas, nossas reações, mas eu passara um
tempão de minha vida tentando evitar as possíveis reações, mas percebera o
quanto ainda estivera fragilizada nesse tempo todo.
Pensei
naquela adolescente que acreditava em tudo que considerava bom e tive uma certa
pena, porque fizera de mim uma mulher tranquila e ao mesmo tempo saltando para
os limites da insegurança.
O
indulto justamente se encaixa nos erros, nas falhas nossas e das pessoas.
Eu
sabia que ele estava naquele momento numa situação bem pior, pelo que presumira
no tempo de nossa convivência ele me amava, pois provara isso com as atitudes
mais delicadas e gentis que possam existir, dentro de minha simples concepção.
Jamais
importaria para mim a situação com a outra pessoa, pois avaliando nesse tempo
todo, chegara a sentir pena do tempo em que a mesma despendia para nada,
absolutamente nada.
Mas
daí até existir um segredo tão tolo entre nós, a priori, era inconcebível e
quase imperdoável, eu precisara de um tempo para me recompor.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha