Ás vezes precisamos de um recolhimento interno.
Então, em recolhimento comigo mesma, não tendo intento de dar tratamento de silêncio ao grande amor de minha vida, mas eu acho que ele entendia meu silêncio,eu precisara dele nesse momento delicado.
Então, em recolhimento comigo mesma, não tendo intento de dar tratamento de silêncio ao grande amor de minha vida, mas eu acho que ele entendia meu silêncio,eu precisara dele nesse momento delicado.
E
tudo que eu dissesse sem pestanejar seria inválido tanto para mim,quanto para
ele que já havia pedido desculpas.
Com
o tempo ,vamos aprendendo também, não sermos tão radicais, principalmente
conosco .
Olhei
a vastidão da janela e vi estrelas no céu, aquelas mesmas talvez vistas por uma
quantidade incalculável de pessoas diferentes, porém pessoas.
Senti
vontade de voltar no passado, mas eu precisava seguir em frente naquele
momento, e seguira.
Entendi
também que complicamos as coisas tão simples da vida ,mas só á vezes,eu porém,
naquele momento sentia uma dor no coração, mas conhecendo bem meu coração, não
procurei saber o motivo da dor, olhava para a razão, esperando alguma coisa
mais concreta, pois havia me fartado de coisas abstratas.
Sentira dores no estômago e um certo enjoo, quando olhara para dentro de mim,como que
observando uma foto, sentia vontade de dizer:
Sua
idiota!
Bom
mas aí já fora demais, reluta um outro lado então.
Meu
grande amor ,pensava eu,mas sem exageros, já que meu coração era meio
descontrolado nesse sentido, ia tentar me manipular.
Olhei
novamente as estrelas, senti minha fé se apoderando de mim e a noite baixara
tranquila e serena.
Um
sono reparador se apoderara de mim,e no outro dia amanheci meio sem vontade de
nada, a serotonina parecia brecada de um jeito, que meu corpo pesava, mas a
razão nessa hora me valia muito e me fazia relutar e recomeçar um novo dia.
Como
eu era estranha imaginei...
Será
que todo mundo amanhece com a serotonina brecada?
Claro
que eu nunca ia saber, pois isso também era uma particularidade só minha que
nem comentava com ninguém.
Mas
,á medida que fui me desenrolando fui melhorando e criando forças para agir,
pois não queria jamais reagir aos fatos.
Havia
descoberto que reações não são nada inteligentes e nem úteis a ninguém.
Porque
as ações são caprichosamente pensadas e as reações podem vir de imediato, e de
maneira impensada.
Devagar
fui colocando as coisas em ordem dentro de mim,como quem desarruma uma casa
para arrumá-la de novo,eu me desconstruí totalmente para me refazer.
Quando
deixei minha casa para o trabalho, puxei a porta devagar, deixando ali uma
parte minha que eu só voltava a encontrar no final do dia, quando retornasse.
Aquele
dia requisitava de mim um pouco mais de atenção a tudo, a tudo mesmo, porquê
não poderia misturar nada, cada coisa
precisava estar em seu devido lugar.
Quando
iniciei o expediente de trabalho, tudo começou a fluir de maneira
espetacular,eu me concentrei em minhas
atividades e responsabilidades também, e finalmente, me vi reencontrando com a
Mariana de sempre. Olhei pela vidraça e vi um arco íris beijando a tarde
castigada pelo temporal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho!
Izildinha