Ele
fora um namorado, que não me trouxera grandes alegrias, por isso também, não me
trouxera tristezas, porque muitas vezes,eu quisera afirmar que era feliz, descontraída, vivera sorrindo o tempo todo,porque eu desconhecia a tristeza.
Aos poucos descobri,que só conhecemos o quanto é maravilhoso ser feliz,
por conhecer o oposto, sabemos o quão é maravilhoso estarmos
alegres, porque conhecemos a tristeza.
Eu
percebera então, que as pessoas tinham um certo medo, até de pronunciarem certas
palavras e o termo “auto estima” estava em alta.
A
priori até me encantei algumas vezes lendo alguns livros de auto ajuda, mas com
o tempo, fui percebendo que eu não tinha necessidade de ostentar quem eu era
para ninguém.
Minha
página no Orkut era uma chatice,porque eu me limitava a fornecer esse
tipo de informação.
Também
sempre senti muito fascínio pela psicologia, sempre entendi o lado psicológico
,como uma espécie de essência do ser humano.
Aos
poucos fui descobrindo nas passagens do evangelho, o quanto Jesus Cristo pregou o amor próprio, quando
cresci sob a concepção de que o importante era o outro, precisei errar muito
comigo mesma, para entender que eu precisara me respeitar em todos os sentidos
e nunca me permitir ser lesada ou manipulada por alguém,então passei a treinar a palavra "não".
Claro
que com o passar do tempo, outras coisas vieram á tona, quando eu tentava
buscar a perfeição dos fatos, passei a entender, que enquanto vivemos
somos inacabados por isso, a perfeição
passa muito longe de nós, que só teremos uma conclusão, não sabemos como, após
a finitude.
É
maravilhoso quando vivemos mais livres e soltos sem precisarmos provar nada a
ninguém, obviamente é o ponto da felicidade.
Apesar
das fobias que eram meus inimigos internos, passara a viver mais solta, como se eu fora,uma folha destacada, voejando sob ventos outonais.
Em
minha adolescência,eu tinha mil complexos, e ás vezes uma pequena espinha no rosto, era o suficiente ,para me por
chateada.
Aos
poucos, começara a me entender profundamente, e também percebera que a
adolescência seria um tempo curto e único em minha vida, tão curto que quando
apressara a isso, ela já havia passado.
Sem
grandes entraves passara a ler mais e procurara me entender, para depois entender
melhor as pessoas do mundo que me
cerceava.
Meu
primeiro namorado fora assim, alguém ao qual, quase nada cobrara, apenas gostara
de sua presença em minha vida, quando eu tivera tempo para espairecer na
companhia de alguém.
Ele
passara tão rápido, tão perfeito, que acredito ser um relacionamento com todos
os erros possíveis, para que eu aprendesse então a acertar.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha