Recebemos
muitas mensagens tentando nos condescender, mediante o infortúnio que vivem
muitas pessoas neste mundo, porém, existe alguma coisa, que não enquadra com o
ser humano,que numa situação dessa, jamais podemos nos considerarmos felizardos,
olhando para crianças da Etiópia,por exemplo,esquálidas, cadavéricas pela desnutrição.
Também outros inúmeros continentes, onde os povos vivem abandonados, incluindo crianças e pessoas idosas, repudiadas
nestes confins de mundo, onde ninguém que tenha uma condição favorável de vida
queira habitar.
Como podemos nos consolarmos mediante disparidades tão gritantes?
As
nossas lições de moral enfatizadas na miséria alheia deixam muito a desejar,
jamais fizeram sentido, toda vez que recebemos alguma coisa desse tipo,
obviamente ficamos mais tristes e indignados, imaginando nos no lugar deles,
pois existem pessoas, que pelo simples fato de existir, carregam um fardo
pesado.
Quando
estas, convivendo consigo mesmas, carregando todo o desprezo do mundo, jamais
temem a morte, ás vezes, esta soa como uma bênção, um alívio, pois a vida já se tornou uma eterna morte, que nada mais os assombra.
Há
pessoas também, cuja vida torna-se,um eterno afastamento da guerra, um horror, então,quando abordamos a palavra energia, certamente o nosso Planeta emanaria uma
energia melhor para todos os povos, se não houvesse essas disparidades
gritantes entre nós.
Acreditamos
que cada ser nasce predestinado a ter seu quinhão, pelo menos para poder
sobreviver de maneira mais humana, nem diríamos digna, pois o significado da
palavra dignidade, na prática parece caindo em desuso.
Conformar-se
com as desventuras alheias, é um tanto quanto estranho, e cômodo de nossa parte,
numa época em que nunca a palavra ética foi tanto pronunciada, e, no entanto,
temos o desprazer ás vezes, de receber mensagens mostrando seres humanos ,que
vivem no abismo, no fundo do poço, e tendo como conteúdo o nosso consolo a
partir do momento, em que estabelecemos comparações entre a nossa vida e a vida
dessas pobres pessoas.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha