Hoje
levo meus pensamentos para passear, realmente constato a cada visita, que foram
as tardes mais lindas e deprimidas, que me delinearam, tão esquisita e tão
simplesmente, análoga a todo mundo.
Cada
reminiscência esmiuçada tem o mesmo gosto, o mesmo apreço, não aquela vegetação
distante e eximida, mas alguma coisa que conversa dentro de mim, tão conviva
mantida pela seiva vital da alma e assinalada num lugar bem exposto dentro de
meus sentimentos mais intensos, e também mais rebaixados.
Eu
não queria, ou não sabia que tudo aquilo, conviveria de vez dentro de meus compartimentos,
e que me fariam presente a todo instante regando minhas lembranças para que
fossem eternas.
Juntar
o passado,para mim,nunca foi tão fácil,pois é lá que moram os nossos erros, os
nossos gritantes defeitos, nossos maiores enganos.
E por falar em engano,ele me vem a memória ainda meio constrangida,dorida,também intimidada pela indiferença,a que ele comumente sempre fez uso,presenteando-me de maneira retrógrada e incumbindo-me a carregar mais uma culpa,quando minha coluna dorsal simplesmente fragilizada deu todos os sinais.
Mesmo assim,coloquei uma linda imagem dentro daquela vazada moldura.
E por falar em engano,ele me vem a memória ainda meio constrangida,dorida,também intimidada pela indiferença,a que ele comumente sempre fez uso,presenteando-me de maneira retrógrada e incumbindo-me a carregar mais uma culpa,quando minha coluna dorsal simplesmente fragilizada deu todos os sinais.
Mesmo assim,coloquei uma linda imagem dentro daquela vazada moldura.
Não
que ele tenha sido ruim, mas eu o fiz de jeito espetacular, talvez por pura crueldade
minha,para comigo, então tenho que voltar ás minhas tardes, aos meus eretos coqueiros no
horizonte lustrado de rosa pelo sol que sonolento piscava querendo por o dia
para dormir.
Lá estão meus retratos verdadeiros...
Lá estão meus retratos verdadeiros...
E
quando o dia ia repousar,ás vezes eu me recolhia sozinha porque a noite ainda
era um grande mistério para mim,tudo me punha medo,até as coisas elementares
que durante o dia me alegravam.
Então,morrendo
dentro de mim o retrato de uma solidão,um retrato não verídico como os
coqueirais,mas sim,um retrato fotografado,montado e dado retoque ao meus gosto,ao
meu prazer,que nada mais foram do que fraudes,molduras sem retratos,sem cores,sem visões para que tivesse a propriedade e a beleza, de alimentar uma boa lembrança.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha