Eu conhecera meus bisnetos no final do
ano, Arturzinho e Leda
Passaram o natal e o ano novo em minha
Casa, Maria não viera porque Eduardo. estivera indisposto e o médico dele o proibira de
viajar.
Fizéramos tudo como estivéramos
acostumados, meus bisnetos eram lindos e pareciam bastante alegres e felizes.
Todas as tardes eu sentara ao lado deles,
contara histórias, mas sempre acabara falando muito sobre o Artur, o bisavô
deles.
A menina se chamara Clara e o menino
Samuel, eles simplesmente me encantaram e durante o tempo em que estiveram em
minha casa,eu me sentira muito mais feliz.
Ligara para Renata e ela viera
conhecê-los juntamente com seu marido professor.
Renata comprara um arsenal de presentes
para eles, e muito, mas muito chocolate também.
Era maravilhoso ver meus bisnetos andando
pela casa, já familiarizados como se fosse a casa deles, e eu lembrara de Artur
a todo momento.
Eles já estavam dominando bem o inglês,
mas em casa com os pais ele usavam a língua portuguesa.
Arturzinho se destacara no laboratório em
que trabalhava na Inglaterra, e seus padrões de vida melhoraram muito, o que em
outras coisas deixara não somente eu feliz, mas também minha filha Maria e meu
genro Eduardo.
Meus bisnetos fizeram amizade com as
crianças da vizinhança e todas as tardes eles iam brincar com os amigos.
Eles comiam de tudo, não recusavam nada e
eram de uma educação espetacular.
Eles me chamavam de “vovó Sabrina” visto
que Artur sempre lhes dissera vovó Maria, minha filha e vovó Sabrina eu,que
sentira esse amor duplicado sendo avó e bisavó.
Faltara uma semana para eles irem embora
e numa tarde eu sentira uma forte dor no peito,eu diria que seria uma dor
insuportável ,meu peito parecera partir ao meio.
Arturzinho percebera porque eu começara
suar muito e tivera uma diarreia momentânea.
Eles me carregaram até o carro e me
levaram para um pronto socorro próximo dali.
Lembro de Maria me segurando sentada no
banco de trás e tentando me animar, mas eu sentira muito sono, muita vontade de
dormir.
A partir desse momento me lembrara estar
encostada em um canto da sala de emergência e minha visão bastante embaçada
mediante muita luzes que piscavam em minha frente.
E rapidamente eu fora arrancada dali e
vira minha filha Maria na casa dela chorando com o celular na mão.
Era tudo muito nítido, porém não
entendera o que estivera acontecendo,eu tentara abraçar minha filha, mas
percebera que ela ignorara minha presença .
O cenário mudara de repente, e eu me
sentira tão leve quanto pluma no ar em um lugar lindíssimo, porém tão diferente
de tudo que eu já houvera visto.
E num momento eu sentira a presença de
Artur de meu lado falando comigo,mas tudo era dito e visto em ângulos
diferentes.
Sentira um fiapo de luz, e um calor morno me
aquecendo, e a doce sensação de estar sendo amada.
Quanta felicidade expressara eu naquele
momento, enfim eu fora me encontrar com Artur e ele me dizia para me conter, e
descansar.
Voltara a ter a visão do hospital e vira
muitos médicos e enfermeiras ao meu redor e muitos deles brilhavam.
Eu vira meu corpo sendo cuidado,porém,
não desejara voltar.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha