Sempre
acreditamos que as coisas que vêm do coração, nos mantêm, no limiar das boas
atitudes, do entendimento, da confiança, enfim, quando queremos chamar uma
pessoa de fria e calculista, muitas vezes, expomos, que esta não tem coração.
Porém,
depois de tanto sofrermos, por ouvirmos unicamente o coração, percebemos que
este, muitas vezes, nos coloca em situações de sofrimentos e constrangimentos
também.
Acreditamos
que não precisamos ser tão racionais, mas ouvirmos a voz da razão de vez em
quando, nos coloca nos eixos ,e até nos faz mais felizes e verdadeiros ao
descobrirmos ,que em algum ponto está a razão, nos detendo de atitudes
vexatórias.
Quando
deixamos o coração falar mais alto, tanto pode nos ser benevolente, quanto pernicioso, calamos a voz
da razão e o coração entra em cena de maneira inconsequente.
Contudo,
barrar isso é dificílimo, quando temos um coração estratégico e mal acostumado,
ele nos arrasta onde bem quer e depois
nos põe para rirmos ou chorarmos de acordo com as circunstâncias pelas quais
estamos passando.
O
coração também nos torna compulsivos, e extremamente sentimentais, sempre
mantendo um dedo em riste, para o nosso lado racional.
Enfim,
quando desabamos mediante tropeços, então mais uma vez o coração, mesmo estando
certa a voz da razão, faz com que nos arrendamos amargamente de nossas palavras
cortantes, as quais foram desencadeadas por ouvir sua emotiva voz.
Quando
que com a voz da razão
juntamente com o coração, tomaríamos
uma atitude mais cordata, nos colocando no centro e não na marginalidade dos
sentimentos, acionando assim, o nosso amor próprio.
Quando
apenas o coração comanda, fica tudo muito sofrível.
Contrabalancear
razão e emoção faz com que nosso amor próprio seja estimulado, aceitando
impormos também, mais respeito a nós mesmos.“Amar ao próximo como a si mesmo”, parte do princípio, de que precisamos de muito amor próprio e segurança ,para amarmos convictamente uma outra pessoa, quando ocorre o inverso, esse nosso amor, deixa muito a desejar.
Portanto o coração sempre guarda os melhores sentimentos, mas ele precisa sempre dar chance á razão para que haja harmonia em nossos atos, em nossas asseverações.
Quando só ouvimos o coração, deixamos de ter razão em tudo, passamos a ser pessoas vulneráveis a sentirmos sentimento de culpa em tudo, nos tornando pessoas omissas, jamais dando oportunidade de crescimento a quem está em débito conosco.
Quando só predomina a razão, obviamente tendemos a ser pessoas sem nenhum sentimento nobre, e achando que estamos com a razão em tudo, podemos nos tornarmos pessoas desonestas lesando fisicamente, materialmente ou psicologicamente quem vive de nosso lado, ou perto de nós.
A razão e a emoção, quando contrabalanceadas induz-nos a uma harmonia espetacular, visto que deixamos permanecer em nós a voz da sabedoria, resultada dessa fusão.
Para que nosso amor seja eterno e verdadeiro, não precisamos banir a razão de seu meio quando necessária ela deve se fazer presente para redarguir em algum desentendimento fazendo valer quem tem razão.
Quando, mediante o amor, abraçamos conscientemente as injustiças, obviamente,também estamos sendo injustos e conosco.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha