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domingo, 5 de fevereiro de 2017

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Os anos se passaram, e fomos ficando mais unidos, porém Artur já apresentava alguma fragilidade, nitidamente percebida quando levantara mais lentamente e quando se movimentara também.
Ás vezes o sentira mais cansado e abatido, então deitava de seu lado e sentira seu coração juntinho do meu.
Quando pensara na finitude, também crera numa continuidade misteriosa que nos fora confiada através da fé.
Eu quisera estar sempre com Artur ,e para sempre, estávamos bem velhinhos mas ainda fazíamos amor com muita intensidade, andávamos de mãos dadas pelas tardes apreciando o movimento das estações.
Nossa São Paulo querida e Artur jamais retornara a Inglaterra, ele me dissera que sentira saudade de algumas coisas de lá.
Como por exemplo:
Londres sempre fora majestosa, elegante, interessante e continuamente  generosa, agregando todos os povos sem que houvera altivez, apresentando toda a cultura e toda a experiência histórica.
Londres continuara mudando a vida de muitos imigrantes que lá residem.
Uma cidade que por ensinar imensamente acaba conquistando as pessoas de maneira única.
Tal cidade, jamais cativara alguém logo no início, fora necessário tempo para desvendar, sentir, entender e amar a cidade.
Londres pode não ser como Roma, não possuir o romantismo de Paris, nem importância de Nova York, tampouco os encantos tropicais do Rio de Janeiro.
Porém depois que conhecera bem, sentira nela uma maturidade incrível.
Juntamente com a maturidade, evidentemente, decorre um amor acolhedor e abrangente, sendo de intensidade única no mundo.
 Um indefinível lugar, tão complicado, porém fantástico como a cidade de Londres.
Então Artur parara como de costume e continuara contando:
Sinto uma  saudade imensa de Londres!
Até do vento cortante, quando eu saíra de metrô.
O english breakfast, muito criticado ,mas eu jamais o achara ruim.
Da pintura em tela , depois um dia cansativo.
O verde especial apresentado pela grama regada pela garoa.
Uma cidade simplesmente para quem ama a rotina e a solidão.
Depois continuara Artur:.
Contudo através de tal introspectiva solidão londrina, tivera a oportunidade de conhecer a pessoa mais importante de minha vida, que fora eu mesmo.
Pois Londres me adequara, um autoconhecimento.
E prossegue:
Sabrina, asseguro que Londres guardara um pouco de mim, e eu também, como outras pessoas, que lá habitaram, trouxera um fragmento londrino comigo.
Entendera então, que o acaso nos unira com sentimentos similares.
Dissera Artur:
Quando chove, os dias frios, os ventos gelados, sempre me transportaram para Londres,eu juntamente contigo e nossa filha.
Passáramos nossa vida felizes contentes aqui em São Paulo, porém sempre sentira uma vontade imensa, de andarmos de mãos dadas, pelas ruas de Londres, vestindo aquelas roupas pesadas de frio, porém aconchegantes.


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Obrigada pelo carinho!
Izildinha