Quando fizera um ano de nosso namoro, formalizáramos a nossa situação, a família dele se encontrava em Londres e a minha
nos congratulara, mas haviam se incumbido para ajudarem na
quermesse da festa do padroeiro da cidade, de São Carlos.
O santo filho do filho do Conde Gilberto Borromeo e
de Margherita de Medici, irmã do Papa Pio IV de mil quinhentos e cinquenta e
nove até mil quinhentos e sessenta e cinco, do qual fora sobrinho.
Carlos recebera uma ótima formação humana e cristã, de
forma que estudara
na Universidade de Pavia, na Itália sendo destaque pela facilidade, em administrar e tratar as pessoas.
Fora para Roma atendendo o pedido do tio Papa, São Carlos mesmo antes de
receber os Sacramentos da Ordem, aceitara a nomeação e responsabilidades de
Cardeal e Arcebispo de Milão
Bispo que se tornara para a Igreja, um modelo de pastor e
caridade, já que se consumira
por inteiro, pela guarda e salvação das almas.
Combinamos então, não fizéramos nada e passáramos o dia em casa descansando, mesmo porque. Artur sempre fora muito parecido
comigo em tudo, gostara de curtir nosso cantinho.
Naquele domingo fizéramos um cozido numa
panela de barro, com cenouras e espinafre e abrimos um vinho Cabernet Sauvignon.
E para sobremesa eu fizera uma salada de
morangos com creme de leite, pois sabia que Artur amava.
Artur havia comprado um apartamento
maravilhoso, simples mas com muito requinte também.
A nossa vida parecia estar a
caminho da eterna felicidade...
Depois de seis meses eu engravidara ,ao
ficar sabendo Artur ficara felicíssimo, e trouxera flores, chocolates, paparicando muito.
Eu dissera:
Assim até o bebê vai nascer mal
acostumado.
Ele enchera minha barriga de beijos e
dissera:
Papai te ama!
E nos dias que se sucederam ,Artur se
tronara cada vez mais carinhoso, estava estourando de felicidade.
Ele mesmo fizera o quarto do bebê, então, nos
finais de semana, ele passara o tempo todo compondo aquele quarto maravilhoso.
Quando ficamos sabendo que era uma
menina, ele encheu uma estante de bonecas de pano, aquela bonecas com as quais a
bebê pode dormir abraçada.
Nossa filha se chamaria Maria, eu amava
esse nome e ele também.
Eu sentira muita vontade de consumir
frutas ácidas, ele também se dizia grávido, e ríamos muito, e me acompanhava consumindo muitas
laranjas tangerinas,uvas azedas.
A Maria
tinha muitas bonecas de pano, tantas que nem cabiam na prateleira.
Ás vezes eu sentira enjoos, mas não eram
muitos.
Eu nem pudera relatar isso a ele, pois
ele ficara sentado de meu lado me dizendo coisas incríveis.
Renata e seu namorado seriam os
padrinhos, ela viera sempre me visitar, pois houvera um tempo em que eu precisara
ficar em repouso absoluto, por isso entrara de licença saúde.
Artur apenas permitira eu fazer o
necessário, tomar banho, escovar os dentes e depois muito repouso.
Eu fizera tudo direitinho, para que não
houvesse risco, de perdermos nosso bebê.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha