Marcadores

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Rosemar gostava muito de falar sobre música ,cinema e também teatro, embora este último ficara restrito a uma classe de maior poder aquisitivo , na época.
Era muito elegante irmos ao teatro assistirmos uma peça...
Eu lera sobre as peças de Willian Shakespeare ,pois o teatro estava mudando quando Shakespeare chegou em Londres nos finais da década de mil quinhentos e oitenta.
Então os dramaturgos  que historiavam para os púberes teatros comerciais londrinos, foram acertando duas diferentes vertentes da tradição dramática em uma nova e distinta síntese isabelina.
Ficara eu tentando entender a imortalidade de certos escritores ou dramaturgos tendo em Shakespeare através dos tempos, o que há de elegante, original e atualizado.
O filme Romeu e Julieta, neste, Shakespeare  fizera entender, que não fora amor, que unira os dois, mas sim, o rompante de uma paixão avassaladora, onde Romeu ao tentar esquecer um grande amor, deparara com Julieta, e de imediato dissera ser ela, seu grande amor.
Advindos de contrastes familiares, acabam morrendo em decorrência da paixão.
A paixão surge como um relâmpago deixando uma mente presa, um corpo dominado e anestesiado, mas, durante seis meses ou mais, se esta não virar amor se acaba.
Portanto, amor jamais pudera ser confundido com paixão.
Eu lembrara da paixão que sentira quando adolescente pelo garoto nissei, que depois de vivenciar o amor, entendera jamais tê-lo amado, fora um encanto da juventude apenas.
O amor é muito mais sereno e tranquilo...
Rosemar fizera lindos poemas e imprimira em formato de livro, e me dera num dia dos namorados, pusera minha foto como pano de fundo, desenhada por ele mesmo á lápis, ficara tudo maravilhoso.
Eu peguei na época alguns e reimprimindo coloquei num porta retratos, guardei tanto tempo aqueles porta retratos com seus poemas amarelados.
Tudo acontecera aos poucos, ele se encantara por uma colega de trabalho e me contara tudo, e antes de terminar fizera um discurso como se estivesse despedindo de uma deusa.
Fora isso, que com o passar do tempo,eu fora analisando.
Pensara eu:
Quanta besteira!
 Mesmo porque para mim, estivera tudo certo, os nossos planos e eu já houvera me inscrito em Letras, para dar aulas, numa escola em São Paulo e conseguira.
Então, mediante tal fato, sentira-me  sozinha numa cidade até então totalmente desconhecida por mim.
Fora um ano difícil, nova escola, novos amigos e amigas , porém este começara a fluir lentamente.
Eu amara Rosemar, por isso, nenhum desespero nossa separação causara, apenas a tristeza de tudo que fora tão lindo,ter se acabado assim.
Alugara um pequeno apartamento e colocara um sofá e um micro-ondas no começo ,depois aos poucos eu fora dando vida ao meu pequeno espaço com algumas plantas e também alguns móveis de primeira necessidade.
Aos domingos eu ia á feira e deixava tudo preparado para a semana, e fizera dessa minha vida um motivo para ser feliz, mas vivera momentos tristes, por motivo de nossa separação.
Vira muita frieza por parte dele e também muita vulnerabilidade, então tais poréns, valeram para eu esquecê-lo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha