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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_CENÁRIO

Os grandes estilos,me  expunham sensações estranhas, pois ainda não acostumara, com novas palavras, novos modelos, que não aqueles, aos quais me cativaram, desde o limiar tenro da existência.
Um silêncio mórbido acompanhando todos os momentos, que então, foram formando minhas linhas de pensamentos, meus definires, aos quais nem soubera direito, pertencerem aos discernimentos em massa.
Eu jamais ousara imitar alguém, nesse período tão meu, ao qual me guardara e aguardara em totalidades e evidências.
Por isso, as luzes sempre me convidaram, para uma direção mais acolhedora, enquanto a penumbra desenrolara seu papel, sempre inusitado também.
Em antigos compartimentos, eu buscara uma tomada em forma de pera, tão antiga, quanto misteriosa, pois eu precisara clarear alguma coisa, doravante dentro de minha existência.
Foram sonhos recorrentes, quando eu não sentira nem alegria e nem tristeza, nem muita coragem, nem muito medo.
O tempo passara também conivente com a recorrência destes sonhos, que quase nunca me estampara um final
Sempre gostara de sonhar, até mesmo acordada, pois me vinham as mais lindas percepções, porém houveram outras as quais eu descartara do sentimento, mas este insistira sentir sem querer.
Um outono qualquer, uma primavera mais chamativa, um verão causticante e uma invernia secular, constituíam meus dias, enquanto insistentemente,eu treinara a virtude da paciência, virtude esta tão dificultosa para mim depois de adulta, porém, aquela menina deixara-me, um recado sobre tal
Quando meus dias discorreram guiados por um ser maior, fora sempre uma sensação de encaixe, corpo e consciência numa sintonia perfeita.
Porém, os dias jazem não como eu ordeno, mas como recompensa talvez,asseverando desta feita , o mérito do bem simplesmente fazem levitar entre as nuvens da gratidão.
Existem os dias de ansiedade e descontrole, que acreditara eu,funcionar como uma esponja por onde quer que eu passe.
O peso de consciência de mil anos atrás, ainda me fazem entristecida por não ter sido melhor comigo e com as pessoas ao meu redor, com as pessoas de minha dependência.
Portanto, há muito fora, que a virtude da paciência tem me atribulado.
Sempre amara a palavra amor e para que haja este, houvera sempre a necessidade de estar cerceada de todas as virtudes possíveis.
Porém, voltando ao princípio, meu nome Sabrina, minhas preferências, aos poucos eu as relatarei, mas entre elas está a sensação de me ser uma companhia agradável, e não deixar o coração me fazer sofrer muito,me entender como um ser normal, portando diferenças inerentes a todos os seres.
Eu surgi num seio familiar simples, onde estão ilustradas as minhas primeiras memórias, os primeiros fatos, as primeiras histórias, as primeiras alegrias e os primeiros medos.
Ás tardinhas deixara o olhar, como pipa esticando a linha se perder num horizonte, em que a pouca idade pressentira o céu se encontrando com a terra.
Os coqueiros tomavam uma proporção irradiante, uma poeira ocre vestira o cenário que aos poucos a noite abrumava.

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Obrigada pelo carinho!
Izildinha