Marcadores

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

Já na estrada novamente, Helena dormira enquanto José avançara em direção ao ponto de chegada.
Fora um dia cansativo e constrangedor para ele, pois suportar certos seres, torna-se um martírio, mas ele dependia daquele ordenado que Joãozinho lhe pagara, e ele ficara a disposição dela o dia inteiro e todos os dias, quando não, noite também.
Incluindo no ordenado do trabalho o seu aluguel, ele morava com a esposa ,num quarto e cozinha perto da lavanderia da mansão.
Tinha um filho engenheiro casado e um neto médico pediatra com 29 anos, casado também, e fora do sacrifício de José e dos serviços de quintais e jardins de sua esposa Augusta, que nascera essa ascensão cultural na família.
José ao ter contato com sua família, pudera avaliar que o dinheiro jamais tirara Helena da estupidez, pela qual ela vivera sempre.
As perguntas imbecis feita á sua irmã, as ordens caprichosas dirigidas a ele, apenas fazia denotar que Helena, em plena idiotice, fora tão rasteira, entendendo, que jamais pudera abaixar para pedir desculpas a alguém.
Pois tal atitude, a faria ficar prostrada no chão, e não ascender mais, quando para bom discernimento, só os iluminados têm a luz do episódio, pois perdoando e pedindo perdão, as pessoas ascendem a essência da vida.
Tentando desenhar uma perfeição fria e inescrupulosa, vivera a vida redondamente enganada por si mesma.
Chegando no hotel, José carregara suas malas na recepção, ligara para Augusta para dizer que estava tudo bem, ele ia ficar na Vila Maria, na casa de uma irmã, esperando Helena ligar para o regresso.
Helena na portaria recebera notificação de que o quarto vinte três estava a sua disposição, alguém já houvera reservado.
Nenhuma informação deram sobre a pessoa que reservara, pois ela não procurara saber.
A princípio, ela estava ansiosa por se encontrar com Astor, depois de tanto tempo, seria muito prazer, muita felicidade.
Ela recebera a chave, esperara o elevador e subira, entrara no segundo andar e olhara o contorno, e lá estava ele “vinte três”.
Ela parara ali em frente a um espelho e nada estava bem consigo,irritadíssima,porém,precisaria esconder essa fraqueza, e chegar ostentando a mulher feliz e carinhosa, que vendera nas entrelinhas para Astor.
Ensaiara o melhor sorriso, pegara a chave e aos poucos fora girando devagar, e ouvira uma música, que sempre ouviam no chat.
Quando a porta  abrira, ela sorridente empalidecera e ele também.
Ela começara esbravejar e gritar esquecendo que estava no hotel:
O que você veio fazer aqui?
Bisbilhotar minha vida?
Ele respondera:
Eu é que lhe pergunto:
O que está fazendo aqui?
Anda me traindo é isso?
Ela respondera:
Quem me trai é você com aquela sirigaita, deve ter marcado encontro com ela.
Ele respondera:
Eu não!
Eu vim a negócios.
E Helena completou:
Eu vim fazer compras.
E lá estava ela “ mentira entre os dois” nenhum deles assumia a verdade e a discussão continuara, porém eles estavam liquefeitos e perdidos dentro de si mesmos.
Sem saber o que fazer, ele chamara um táxi e fora embora.
Helena sentia a cabeça girando sem entender a situação.
Descera na portaria do hotel, e fizera reclamações, dizendo que haviam trocado de quarto, o administrador do hotel mandou chamar todos os recepcionistas, conferiram tudo e nada tinha de errado.
Ela desabara em prantos sentada numa sala de visitas, sem entender porque Astor não aparecera.
E conversando com uma senhora ali sentada, a senhora lhe dissera:
Calma:
Aproveite!
Descanse um pouco, ele pode ter tido problemas na viagem.
Como?
Redarguiu Helena:
Ele esteve aqui de manhã, segundo o pessoal da portaria.
Helena começara um monólogo consigo mesma dizendo:
Acho que vou enlouquecer, não é possível acontecer um fato tão esquisito.
E o que aquele canalha estava fazendo aqui?
Justamente no quarto onde tínhamos marcado?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha