Já na
estrada novamente, Helena dormira enquanto José avançara em direção ao ponto de chegada.
Fora
um dia cansativo e constrangedor para ele, pois suportar certos seres, torna-se
um martírio, mas ele dependia daquele ordenado que Joãozinho lhe pagara, e ele
ficara a disposição dela o dia inteiro e todos os dias, quando não, noite
também.
Incluindo
no ordenado do trabalho o seu aluguel, ele morava com a esposa ,num quarto e
cozinha perto da lavanderia da mansão.
Tinha
um filho engenheiro casado e um neto médico pediatra com 29 anos, casado
também, e fora do sacrifício de José e dos serviços de quintais e jardins de
sua esposa Augusta, que nascera essa ascensão cultural na família.
José
ao ter contato com sua família, pudera avaliar que o dinheiro jamais tirara
Helena da estupidez, pela qual ela vivera sempre.
As
perguntas imbecis feita á sua irmã, as ordens caprichosas dirigidas a ele,
apenas fazia denotar que Helena, em plena idiotice, fora tão rasteira,
entendendo, que jamais pudera abaixar para pedir desculpas a alguém.
Pois
tal atitude, a faria ficar prostrada no chão, e não ascender mais, quando para
bom discernimento, só os iluminados têm a luz do episódio, pois perdoando e
pedindo perdão, as pessoas ascendem a essência da vida.
Tentando
desenhar uma perfeição fria e inescrupulosa, vivera a vida redondamente
enganada por si mesma.
Chegando
no hotel, José carregara suas malas na recepção, ligara para Augusta para
dizer que estava tudo bem, ele ia ficar na Vila Maria, na casa de uma irmã,
esperando Helena ligar para o regresso.
Helena
na portaria recebera notificação de que o quarto vinte três estava a sua
disposição, alguém já houvera reservado.
Nenhuma
informação deram sobre a pessoa que reservara, pois ela não procurara saber.
A princípio, ela estava ansiosa por se
encontrar com Astor, depois de tanto tempo, seria muito prazer, muita
felicidade.
Ela
recebera a chave, esperara o elevador e subira, entrara no segundo andar e
olhara o contorno, e lá estava ele “vinte três”.
Ela
parara ali em frente a um espelho e nada estava bem
consigo,irritadíssima,porém,precisaria esconder essa fraqueza, e chegar
ostentando a mulher feliz e carinhosa, que vendera nas entrelinhas para Astor.
Ensaiara
o melhor sorriso, pegara a chave e aos poucos fora girando devagar, e ouvira
uma música, que sempre ouviam no chat.
Quando
a porta abrira, ela sorridente empalidecera e ele também.
Ela
começara esbravejar e gritar esquecendo que estava no hotel:
O que
você veio fazer aqui?
Bisbilhotar
minha vida?
Ele
respondera:
Eu é
que lhe pergunto:
O que
está fazendo aqui?
Anda
me traindo é isso?
Ela
respondera:
Quem
me trai é você com aquela sirigaita, deve ter marcado encontro com ela.
Ele
respondera:
Eu
não!
Eu
vim a negócios.
E
Helena completou:
Eu
vim fazer compras.
E lá
estava ela “ mentira entre os dois” nenhum deles assumia a verdade e a
discussão continuara, porém eles estavam liquefeitos e perdidos dentro de si
mesmos.
Sem
saber o que fazer, ele chamara um táxi e fora embora.
Helena
sentia a cabeça girando sem entender a situação.
Descera
na portaria do hotel, e fizera reclamações, dizendo que haviam trocado de
quarto, o administrador do hotel mandou chamar todos os recepcionistas,
conferiram tudo e nada tinha de errado.
Ela
desabara em prantos sentada numa sala de visitas, sem entender porque Astor não
aparecera.
E
conversando com uma senhora ali sentada, a senhora lhe dissera:
Calma:
Aproveite!
Descanse
um pouco, ele pode ter tido problemas na viagem.
Como?
Redarguiu
Helena:
Ele
esteve aqui de manhã, segundo o pessoal da portaria.
Helena
começara um monólogo consigo mesma dizendo:
Acho
que vou enlouquecer, não é possível acontecer um fato tão esquisito.
E o
que aquele canalha estava fazendo aqui?
Justamente
no quarto onde tínhamos marcado?
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha