Embora
Helena e Joãozinho, jamais percebessem, que estavam vivendo uma realidade
abstrata, mesmo sofrendo as consequências, importante para eles, fora o que
representaram e não o que viveram.
Conseguiram
chegar ao topo do poder aquisitivo, porém ao galgarem os tais degraus, deixaram
a sabedoria para trás, e trocaram-na, só pela habilidade, em aprender como se
produzira um dos melhores produtos do mercado.
Ponto
a favor dos mesmos,porém,quando tinham tudo, faltara o necessário.
A
felicidade sempre fora platonicamente desejada, porém jamais vivida.
Pois
Platão congregara o fato, de que para certas pessoas, amar fora simplesmente
desejar.
A
partir do momento, em que se conseguira o objeto do desejo, este perdera
o valor e a importância.
Amor
sempre fora amor , no entanto, longe de ser apenas desejo, mas numa relação afetiva estão interligados.
Helena
imaginara em Astor, o homem desejado por ela a vida inteira e no entanto, por
ironia do acaso, Rosa também fora a mulher ideal para Joãozinho.
Saíram
em busca da felicidade, ignorando fatos, que na realidade seriam essenciais
,para colocarem suas vidas, em pleno sol, em plena claridade.
Uma
farta plantação do embuste, com colheita mantendo propriedade do germe
plantado.
Encarar
a verdade, muitas vezes, pudera fazer com que caminhassem contra o vento,
contra a tempestade, porém ao encontro da luz do sol, com um arco íris
abraçando seus fins de tarde.
É
maravilhoso quando o amor vence a finitude,
com todo seu esplendor e desejo também,
porém, em nome do respeito á vida, se faz necessário encarar uma
verdade dorida e tão
culposa, quando
este interceptado, em meio ao caminho.
Se
faz necessário entender, que viver, é muito mais do que representar podendo o
amor manter sua conduta, em nome da família.
Então este sai, cedendo lugar ao desejo,quando só resta, o puro amor, e sem mais desejo algum, independentemente da vontade,
enfim,
acontece.
A
sociedade familiar, olhara com um certo desdém e preconceito, para uma mulher
nessas condições, porque estar sob a sombra da mentira, sempre mantém a zona de
conforto instalada, fazendo sombra e instaurando assim, criar uma verdade a
própria revelia.
Palavra
líquida, metáfora escolhida por Zygmunt Bauman,
para ilustrar o estado de tais mudanças.
Mudanças
estas, facilmente adaptáveis, fáceis de serem
moldadas e capazes de manter suas propriedades originais.
As
formas de vida moderna, segundo Bauman,
são similares, pela
vulnerabilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identidade por muito
tempo, o que robustece
o tal estado efêmero das
relações sociais.
No
século passado, ser
moderno significara buscar um ponto de requinte, mas hoje representa o avanço constante, sem um resultado final singular, prestes a ser conquistado.
A partir do século vinte, a dedicação e o amor brotam como
subsídios instituidores da
família, mas nem sempre foi assim e não é por acaso,
que o
fantasioso sempre gostou
de idealizar as histórias de amor.
Bauman
ressalta, que o
século vinte transformara-se da sociedade de produção para a sociedade
de consumo.
Com isso, também os povos passaram pelo processo de fragmentação da vida humana, numa vida coletiva, sem pensar em termos de comunidade.
A
identidade pessoal, após essa transformação, geralmente
está mediada, a um propósito
de vida
e de felicidade, a tudo o
que possa
acontecer, com cada pessoa individualmente.
Mesmo
vivendo juntos, Joãozinho e Helena, depois de terem a ascensão financeira sob
controle, começam a buscar o amor próprio, que ficara ao longo da caminhada, ou
jamais fizera parte da vida destes.
Então
o embuste passa a ser um pretexto, uma aparência abonada, que simplesmente
atrai para si, o próprio fundador.
Pois
estes, meramente desconheceram, que entre idas e vindas, iriam carecer de tal
edificação presente, nos momentos importantes, quando a vida, já não suportara
mais, tais condições.
O
efêmero fora acumulado com esmero:
Ascensão
social, boa aparência, viagens
,passeios, imagens, sempre aclamados por uma plateia também fluida,que logo
desaparece junto de efemeridades tais.
Cultivar
o crescimento espiritual, a sabedoria, manter acesa sempre a luz da verdade,
torna o entardecer das pessoas, simplesmente tranquilo, quando jamais carecera
ser exponenciada, por uma colmeia, ou plateia, mas sim de
modo a preencher a harmonia vital da própria vida.
A
palavra amor próprio fora substituída, pela palavra auto estima, enquanto o amor
próprio, eleva um ser a uma condição, capaz de amar o bem em si, a auto estima funcionara como um refletor de imagens, procurando o melhor
ângulo a ser apontado a outrem, esquecendo uma beleza concreta, que congrega no abstrato de
dentro para fora.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha