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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

Tanto falaram de amor, os poetas, as pessoas comuns, no entanto, o amor agoniza perambulando entre raras pessoas, tão perto, tão distantes confundindo o amor com fraternidade consanguínea,porém, a proximidade traz em si a prova mais concreta do amor.
Reuniões e festas familiares exemplificando que é maravilhoso amar,porém,basta que um dentre eles, seja diferente, para que todos se afastem, cobrando a presença, quando jamais verificam a forma de tratamento, que ao longo dos anos fora empregada, para com tal ser.
O amor não é conjugado apenas pelas cifras, pela aparência impecável, ou a mansão ostentada.
Helena ligara a Geraldine dizendo que ela sempre fora uma irmã  ausente, mal entendera ela, que fora a única forma que Geraldine encontrara de se aproximar da cura.
Depois da separação, Geraldine passara a ser ninguém para os familiares, jamais uma visita, um telefonema a não ser para os ataques indiretos.
Tipo:
Me desculpe te perguntar, mas o que você fez com aquele dinheiro que pegou da herança.
Fora um único telefonema em mais de vinte anos e justamente dessa forma.
Obtendo a resposta do outro lado dissera.
A entendi!
Também asseverações do tipo:
Para que você quer casa?
Você já está no fim da vida!
Outras mais tipo:
Alô, aqui é da receita federal.
Insinuando que Geraldine sonegara ao comprar uma humilde casa.
Houveram outros tratamentos tipo:
Louca!
E na época do luto, fora o que ela ouvira.
Você aproveitou bastante!
Geraldine procurara um profissional entendido no assunto, porque ela tinha dores fortes no peito e constantemente, não conseguindo mais sair de casa, dirigir, vivendo deprimida, com muita sudorese, e ainda tentando disfarçar, que estava tudo bem,mesmo porque a felicidade, para parte da população, passara a ser uma breguice concreta.
Chorar a perda do amor fora apenas e só.
Geraldine passara a entender porque muitas pessoas, fazem de si próprias a melhor companhia, porque o triste jamais seria estar só, mas sim, no meio das pessoas do círculo familiar, ser só.
Quando todo mundo aproveitando da aparente ingenuidade, se vê no direito de tripudiar sobre determinada pessoa.
O que Helena jamais fora descobrir, que além da inteligência emocional, Geraldine ´pressentia tudo que acontecera ao seu redor e com todos.
A percepção nem sempre fora um benefício para quem a sente, mesmo porque,geralmente,a pessoa perceptiva se mantém calada, ou finge não ouvir a voz da percepção.
O contato zero traz a cura, a esperada paz, e uma felicidade plena e estrutural, quando uma pessoa perceptiva, ou empata começa a fazer de seus pressentimentos, um tipo de proteção a seu favor, e o importante, os empatas são incapazes de odiar, por isso parecem ter sangue de barata, mas viver livre do ódio, traz a eterna jovialidade.
Depois do luto Geraldine se apaixonara por uma pessoa, ficara muito feliz, porém fora uma relação inconstante onde ele ao se perceber amado, se dera o direito do livre arbítrio.
Passara um ano entre idas e vindas,entre comunicações trocadas de meios, tornando tudo isso muito esquisito.
Ele, sempre muito senhor de si, culpava Geraldine pelos erros que ele cometia, ao deixá-la a mercê de outros relacionamentos, quando ele se recusara manter um relação verdadeira, era uma relação liquefeita misturando verdades e mentiras, amor com propriedade.
Geraldine saíra e fora ser feliz a sua maneira, pois seu coração mudara, depois que ela começara a se conhecer melhor.
Muitas pessoas procuram conhecer e desvendar o mundo, no entanto, não conhecem a si próprias, e quando mentem, apenas mentem para quem também desconhece, enquanto que os empatas passando por ingênuos, desvendam o mundo ao seu redor.
Joãozinho e Helena foram ao escritório de Joãozinho no outro dia para conversarem.
Joãozinho fora direto:
A verdade é que estou apaixonado por uma outra mulher, vou conhecê-la e pretendemos ficarmos juntos.
Helena retrucara:
Canalha!
Me traindo?
Ele abaixara o olhar, e nada dissera.
Ela continuou:
Deve ser alguma ninfeta interessada na tua grana, mas de mim ela não levará um centavo sequer.
Joãozinho continuara:
É uma mulher da tua idade,porém,muito carinhosa e aconteceu aos poucos, quando eu percebi estava apaixonado.
Helena perguntara:
Como ela é?
Ele respondera:
Não sei!
Helena:
Como não sabe?
Joãozinho:
Pois é, eu a conheci em um chat de relacionamentos, uma noite entrei para me distrair, e lá estava ela oferecendo amizade,companheirismo,bom tratamento, e eu me apaixonei pela essência, porque tua imagem é impecável e fria.
Helena simulara um choro alto e descontrolado, e Joãozinho levantara e saíra...
Assim que ele saíra, ela riu muito!
Tomara que seja uma mulher abominável!
Onde já se viu?
Internet!
E ele encontraria alguém melhor que eu?
Levantara e fora para a piscina ,dar um mergulho e tomar sol.

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Izildinha