Tanto
falaram de amor, os poetas, as pessoas comuns, no entanto, o amor agoniza
perambulando entre raras pessoas, tão perto, tão distantes confundindo o amor
com fraternidade consanguínea,porém, a proximidade traz em si a prova mais
concreta do amor.
Reuniões
e festas familiares exemplificando que é maravilhoso amar,porém,basta que um
dentre eles, seja diferente, para que todos se afastem, cobrando a presença,
quando jamais verificam a forma de tratamento, que ao longo dos anos fora
empregada, para com tal ser.
O
amor não é conjugado apenas pelas cifras, pela aparência impecável, ou a mansão
ostentada.
Helena
ligara a Geraldine dizendo que ela sempre fora uma irmã ausente, mal entendera ela, que fora a única
forma que Geraldine encontrara de se aproximar da cura.
Depois
da separação, Geraldine passara a ser ninguém para os familiares, jamais uma
visita, um telefonema a não ser para os ataques indiretos.
Tipo:
Me
desculpe te perguntar, mas o que você fez com aquele dinheiro que pegou da
herança.
Fora
um único telefonema em mais de vinte anos e justamente dessa forma.
Obtendo
a resposta do outro lado dissera.
A
entendi!
Também
asseverações do tipo:
Para
que você quer casa?
Você
já está no fim da vida!
Outras
mais tipo:
Alô,
aqui é da receita federal.
Insinuando
que Geraldine sonegara ao comprar uma humilde casa.
Houveram
outros tratamentos tipo:
Louca!
E na
época do luto, fora o que ela ouvira.
Você
aproveitou bastante!
Geraldine
procurara um profissional entendido no assunto, porque ela tinha dores fortes
no peito e constantemente, não conseguindo mais sair de casa, dirigir, vivendo
deprimida, com muita sudorese, e ainda tentando disfarçar, que estava tudo
bem,mesmo porque a felicidade, para parte da população, passara a ser uma
breguice concreta.
Chorar
a perda do amor fora apenas e só.
Geraldine
passara a entender porque muitas pessoas, fazem de si próprias a melhor
companhia, porque o triste jamais seria estar só, mas sim, no meio das pessoas
do círculo familiar, ser só.
Quando
todo mundo aproveitando da aparente ingenuidade, se vê no direito de tripudiar
sobre determinada pessoa.
O que
Helena jamais fora descobrir, que além da inteligência emocional, Geraldine
´pressentia tudo que acontecera ao seu redor e com todos.
A
percepção nem sempre fora um benefício para quem a sente, mesmo
porque,geralmente,a pessoa perceptiva se mantém calada, ou finge não ouvir a
voz da percepção.
O
contato zero traz a cura, a esperada paz, e uma felicidade plena e estrutural,
quando uma pessoa perceptiva, ou empata começa a fazer de seus pressentimentos,
um tipo de proteção a seu favor, e o importante, os empatas são incapazes de
odiar, por isso parecem ter sangue de barata, mas viver livre do ódio, traz a
eterna jovialidade.
Depois
do luto Geraldine se apaixonara por uma pessoa, ficara muito feliz, porém fora
uma relação inconstante onde ele ao se perceber amado, se dera o direito do
livre arbítrio.
Passara
um ano entre idas e vindas,entre comunicações trocadas de meios, tornando tudo
isso muito esquisito.
Ele,
sempre muito senhor de si, culpava Geraldine pelos erros que ele cometia, ao
deixá-la a mercê de outros relacionamentos, quando ele se recusara manter um
relação verdadeira, era uma relação liquefeita misturando verdades e mentiras,
amor com propriedade.
Geraldine
saíra e fora ser feliz a sua maneira, pois seu coração mudara, depois que ela
começara a se conhecer melhor.
Muitas
pessoas procuram conhecer e desvendar o mundo, no entanto, não conhecem a si
próprias, e quando mentem, apenas mentem para quem também desconhece, enquanto
que os empatas passando por ingênuos, desvendam o mundo ao seu redor.
Joãozinho
e Helena foram ao escritório de Joãozinho no outro dia para conversarem.
Joãozinho
fora direto:
A
verdade é que estou apaixonado por uma outra mulher, vou conhecê-la e
pretendemos ficarmos juntos.
Helena
retrucara:
Canalha!
Me
traindo?
Ele
abaixara o olhar, e nada dissera.
Ela
continuou:
Deve
ser alguma ninfeta interessada na tua grana, mas de mim ela não levará um
centavo sequer.
Joãozinho
continuara:
É uma
mulher da tua idade,porém,muito carinhosa e aconteceu aos poucos, quando eu
percebi estava apaixonado.
Helena
perguntara:
Como
ela é?
Ele
respondera:
Não
sei!
Helena:
Como
não sabe?
Joãozinho:
Pois
é, eu a conheci em um chat de relacionamentos, uma noite entrei para me
distrair, e lá estava ela oferecendo amizade,companheirismo,bom tratamento, e
eu me apaixonei pela essência, porque tua imagem é impecável e fria.
Helena
simulara um choro alto e descontrolado, e Joãozinho levantara e saíra...
Assim
que ele saíra, ela riu muito!
Tomara
que seja uma mulher abominável!
Onde
já se viu?
Internet!
E ele
encontraria alguém melhor que eu?
Levantara
e fora para a piscina ,dar um mergulho e tomar sol.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha