Marcadores

sábado, 10 de setembro de 2016

FRAGMENTO DO LIVRO_DUPLA SURPRESA

A vida de Helena, vivendo ao lado de Joãozinho, mesmo se mantendo indiferentes, um com o outro, sempre fora muito boa, porém esse lado nunca fora visto como um lado positivo, sempre sobravam as fantasias, as quais, ela e suas amigas de chat casadas, sempre tiveram necessidades de realizarem para serem felizes.
Sempre vivera num ciclo oco e vazio, enquanto pobreza angariara como suprimento, a riqueza, porém, depois da riqueza, não houvera mais o que conquistar como suprimento no lado material, então sentindo-se infeliz, porque jamais tivera a capacidade de entender felicidade, como pequenos elementos, que pudera ir agregando a cada dia na vida, resolvera buscar o prazer que nunca tivera com Joãozinho, ou que já não tivera.
Encarar a luz da verdade, como maneira eficaz para resolver tal incômodo jamais!
E para ela, nunca houvera verdade ou mentira, houvera uma miscelânea, uma confusão fundida dentro do mesmo fato e atos também.
Boa parte da população, alegando ser dono da própria vida, busca  o prazer confundido com felicidade, sem no entanto mensurar a diferença entre ambos.
O prazer sempre a fizera feliz, supusera ela, no entanto Geraldine tendo o relacionamento fracassado, jamais se revoltara e continuara a ser feliz ao pintar um quadro, customizar uma peça de roupa, tivera um namorado ao qual ela amara por quase uma década, mas a finitude o levara.
Geraldine sofrera as dores do luto, tendo um coração partido dentro do peito,que intensamente mantivera uma dor lancinante.
Aos poucos, fora refazendo, e a vontade de viver , a felicidade estivera sempre á sua espera.
Geraldine entendera que:
Difícil não é estar sozinha, mas sim, ser sozinha dentro do âmbito familiar, preterições de Helena, buscara todas as respostas ,e encontrara um caminho maravilhoso, quando encontrando-se consigo mesma, percebera em cada parte de sua constituição física um fragmento de felicidade,porém,fora na essência,  que esta mantivera uma certeza sólida, feito a verdade.
E definitivamente a escuridão desaparecera.

Um dia Joãozinho convidara Helena para jantar  no Água Doce Cachaçaria, um restaurante que dispensara comentários, contendo todas as delícias das iguarias brasileiras.
Ele lhe dissera:
Temos um assunto importante para conversarmos.
Helena respondera:
Porque  não me diz agora?
Eu não posso sair á noite, marquei um encontro com amigas.
Joãozinho de novo perguntara:
Elas vêm aqui, ou vocês vão sair?
Helena respondera:
Minhas amigas virtuais, marcamos uma reunião pelo Skype.
Joãozinho surpreso lhe dissera:
Pareces conhecer tão pouco de informática, e tens Skype?
Ela nada respondera
E o assunto descontinuara ,ou melhor, verdade e mentira liquefeitas.
Lembrando Cazuza
 [Codinome Beija Flor]
Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo carinho!
Izildinha