Na
noite, antes do encontro conversaram sobre o sonho de morarem juntos em Paris,
ela dissera a Astor que também tinha alguns parentes em Paris ,por parte do ex
marido.
Escolher um bairro para morar em Paris pudera ser um pouco mais complexo do que imaginamos.
Dissera Astor
Uma cidade de quatrocentos e cinco quilômetros quadrados, apresentara também regiões bem distintas entre si.
Exemplificando com a cidade de São Paulo, apenas para comparação, imaginemos que existam pessoas que adoram a tranquilidade de morar na Vila Mariana.
Continuara Astor:
Porém outras, optam pelo lado boêmio e hype da Vila Madalena, outras preferem juntar a praticidade com o preço e decidem morar no centro e, e obvio ainda hajam os amantes do lado nobre da cidade, escolhendo morar nos Jardins, Vila Nova Conceição ou Morumbi.
Continuara Astor:
Pois é, Paris também não foge à regra.
Apesar do lado turístico bem forte da cidade, onde beleza e cultura se encontram de norte a sul, cada bairro tem sua particularidade.
Helena em silêncio, e Astor continuara digitando:
A cidade da luz, fora dividida em vinte bairros ou “arrondissements” como costumam dizer por lá.
E a primeira coisa, em que carecemos saber, mesmo porque, estamos planejando em morar em tal cidade, esta articula em torno do rio Sena, se dividindo assim entre “margem à direita” e “margem à esquerda”.
Nessa separação notaremos, que não só o ambiente muda, mas também o perfil dos habitantes.
Helena estava ansiosa pela decisão que iria tomar, uma angústia, uma dor no peito,mesmo porque durante quase uma década, fora decisão dos dois, nunca trocarem fotos, nunca trocarem telefonemas.
Acontece que Helena sempre dissera ser separada para Astor e Astor também fora separado.
Aquela noite, apesar do nervosismo, previram ser muito felizes, mas que, longe do Brasil, fora muito melhor.
Astor dissera á Helena, que depois de se encontrarem, deveriam conversar com os filhos, tanto ele, quanto ela.
Helena fora na cozinha pagar um copo de água e trombara com Joãozinho no corredor.
Helena:
Estava conversando com aquela vagal?
Joãozinho tranquilamente passara por ela sem nada responder.
Ela tomara água e ficara imaginando como seria Astor, além de tudo que ele houvera descrito.
Como posso me arriscar desse jeito?
Ele nunca contara nada a seu respeito, além das coisas obvias, mesmo porque o tempo que sempre tiveram, fora para namorar.
Ele deve ser um homem elegante e cheiroso pensara ela.
Caíra na cama dormindo, como estivera o dia todo numa clínica de estética, estava cansada.
Em meio ao sono mal dormido devido o cansaço e a preocupação,vieram lapsos sobre os possíveis defeitos, aos quais, todas as pessoas são passíveis de portarem.
Joãozinho roncara muito á noite, quando dormiam juntos, porém sempre fora inteligente, om caráter, embora não houvesse mais nada entre eles.
Helena com seu conhecimento superficial, mergulhada no embuste da vida, jamais pudera imaginar a imperfeição,.
Imperfeição esta, que se limitara a um corpo perecível, sem alma, sem discernimentos entre a verdade e a mentira.
O polonês Zygmunt Bauman, afirmara que numa etapa, na qual tudo que era sólido se liquidificou, e em que “nossos acordos são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso”
Bauman se tornara uma figura de referência da sociologia.
Assim suas denúncias sobre a crescente desigualdade, sua análise do descrédito da política e sua visão nada idealista, do que trouxera a revolução digital o transformaram também em um farol para o movimento global dos indignados, mas também não hesitara em pontuar suas debilidades.
Bauman fora considerado um pessimista.
Seu diagnóstico da realidade em seus últimos livros fora sumamente crítico.
Falara sobre:
A riqueza de poucos beneficia todos nós?
Explicara o alto preço, que se paga hoje em dia pelo neoliberalismo triunfal dos anos oitenta, e a “trintena abastada” que viera em seguida.
Concluindo Zygmunt Bauman:
A promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo, fora uma grande mentira.
Em “Cegueira Moral”, escrito junto com Leonidas Donskis, Bauman alerta sobre a perda do sentido de comunidade, em um mundo individualis.
Escolher um bairro para morar em Paris pudera ser um pouco mais complexo do que imaginamos.
Dissera Astor
Uma cidade de quatrocentos e cinco quilômetros quadrados, apresentara também regiões bem distintas entre si.
Exemplificando com a cidade de São Paulo, apenas para comparação, imaginemos que existam pessoas que adoram a tranquilidade de morar na Vila Mariana.
Continuara Astor:
Porém outras, optam pelo lado boêmio e hype da Vila Madalena, outras preferem juntar a praticidade com o preço e decidem morar no centro e, e obvio ainda hajam os amantes do lado nobre da cidade, escolhendo morar nos Jardins, Vila Nova Conceição ou Morumbi.
Continuara Astor:
Pois é, Paris também não foge à regra.
Apesar do lado turístico bem forte da cidade, onde beleza e cultura se encontram de norte a sul, cada bairro tem sua particularidade.
Helena em silêncio, e Astor continuara digitando:
A cidade da luz, fora dividida em vinte bairros ou “arrondissements” como costumam dizer por lá.
E a primeira coisa, em que carecemos saber, mesmo porque, estamos planejando em morar em tal cidade, esta articula em torno do rio Sena, se dividindo assim entre “margem à direita” e “margem à esquerda”.
Nessa separação notaremos, que não só o ambiente muda, mas também o perfil dos habitantes.
Helena estava ansiosa pela decisão que iria tomar, uma angústia, uma dor no peito,mesmo porque durante quase uma década, fora decisão dos dois, nunca trocarem fotos, nunca trocarem telefonemas.
Acontece que Helena sempre dissera ser separada para Astor e Astor também fora separado.
Aquela noite, apesar do nervosismo, previram ser muito felizes, mas que, longe do Brasil, fora muito melhor.
Astor dissera á Helena, que depois de se encontrarem, deveriam conversar com os filhos, tanto ele, quanto ela.
Helena fora na cozinha pagar um copo de água e trombara com Joãozinho no corredor.
Helena:
Estava conversando com aquela vagal?
Joãozinho tranquilamente passara por ela sem nada responder.
Ela tomara água e ficara imaginando como seria Astor, além de tudo que ele houvera descrito.
Como posso me arriscar desse jeito?
Ele nunca contara nada a seu respeito, além das coisas obvias, mesmo porque o tempo que sempre tiveram, fora para namorar.
Ele deve ser um homem elegante e cheiroso pensara ela.
Caíra na cama dormindo, como estivera o dia todo numa clínica de estética, estava cansada.
Em meio ao sono mal dormido devido o cansaço e a preocupação,vieram lapsos sobre os possíveis defeitos, aos quais, todas as pessoas são passíveis de portarem.
Joãozinho roncara muito á noite, quando dormiam juntos, porém sempre fora inteligente, om caráter, embora não houvesse mais nada entre eles.
Helena com seu conhecimento superficial, mergulhada no embuste da vida, jamais pudera imaginar a imperfeição,.
Imperfeição esta, que se limitara a um corpo perecível, sem alma, sem discernimentos entre a verdade e a mentira.
O polonês Zygmunt Bauman, afirmara que numa etapa, na qual tudo que era sólido se liquidificou, e em que “nossos acordos são temporários, passageiros, válidos apenas até novo aviso”
Bauman se tornara uma figura de referência da sociologia.
Assim suas denúncias sobre a crescente desigualdade, sua análise do descrédito da política e sua visão nada idealista, do que trouxera a revolução digital o transformaram também em um farol para o movimento global dos indignados, mas também não hesitara em pontuar suas debilidades.
Bauman fora considerado um pessimista.
Seu diagnóstico da realidade em seus últimos livros fora sumamente crítico.
Falara sobre:
A riqueza de poucos beneficia todos nós?
Explicara o alto preço, que se paga hoje em dia pelo neoliberalismo triunfal dos anos oitenta, e a “trintena abastada” que viera em seguida.
Concluindo Zygmunt Bauman:
A promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo, fora uma grande mentira.
Em “Cegueira Moral”, escrito junto com Leonidas Donskis, Bauman alerta sobre a perda do sentido de comunidade, em um mundo individualis.
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Izildinha