Helena possuíra um caráter voltado para
os encantos materiais, mantinha a casa bem alinhada,porém,houvera um desvio de
conduta que contrariara, a tal qualidade.
Joãozinho que fora batalhador sempre,
deixara para trás todo o lado verdadeiro da vida e começara a viver uma outra
vida pós mendicância.
Os filhos nascidos numa era quase
cibernética, seguiam a mesma maneira, tendo os pais como exemplificadores,
quando reunidos e quando o celular dera trégua, moldavam uma única opinião, uma
única maneira de pensar.
Embora houvessem muita sujeira escondidas
debaixo do tapete, a tal não fizera diferença a ninguém, o importante nunca
fora para eles a maneira como viveram, mas sim, como eram vistos de fora para
dentro.
Joãozinho passara a ser cortejado pelas
mulheres da cidade, aquelas mesmas que faziam parte do ciclo de amizade, as
quais alegres e sorridentes esbanjavam a felicidade concreta.
Nesse grupo não houvera criatividade,
apenas uma ânsia voraz, copiando as celebridades também emergentes, porém
presentes nas redes de televisão, sendo também seguidas por milhares de fãs.
A música entrara em decadência juntamente
com uma parte da população, a poesia agonizara aos poucos, enquanto os
pancadões rolavam soltos, estourando os auto falantes dos carros.
Juntamente com a música a falta de
lisura, quando esta era instigada a todos os ouvidos, irritando o mundo dos
silenciosos, enquanto a decadência
rolava solta na moda, nos costumes, nos estilos de vida e também na maneira de
se expressarem e escreverem.
A escrita virtual fora ficando cada vez
mais sintetizada, isenta de pontuações, mudara seu sentido para um letrado, mas
para eles, tudo improvisara sentido, pois pensavam pouco e iguais.
Pois qualquer internauta ,que adentrasse
uma comunidade como a tal dominada por Helena e suas marionetes, estavam
proibidos de se expressarem no aberto.
Logo aparecera alguém expulsando,
destratando como se aquele núcleo pertencera apenas a quem pensara igual, sem
jamais inferir palavra alguma que contrariara suas conversas, ou melhor suas
tecladas.
No tal núcleo se concentrara, com certeza
a tal modernidade líquida de
Zygmunt Bauman,
quando a mesma pessoa, dependendo do caráter usara o tempo todo, duas ou mais
personagens, as vezes com o intento de uma validar as mentiras da outra e
elogiar, ou mesmo com o intento de ofender uma possível amiga frequentadora do
mesmo núcleo, por um motivo qualquer, mas principalmente, eram mulheres maduras
competindo o mesmo homem, e este se sentira vangloriado com isso.
A verdade e a mentira, nunca estiveram
tão liquefeitas, quanto em tais núcleos.
Todos acreditavam em todos e sempre
atacavam alguém em grupos, como diz o famoso
historiador contemporâneo, na hora de odiar, mesmo as pessoas que não se
gostam, se juntam.
Olhando pelo lado narcisista, poderíamos
chamar de macacos voadores ou flying monkeys,que se juntam para validar
mentiras, de alguém, que comanda determinado grupo.
Helena estava sempre bem disposta, bem
humorada e extremamente feliz, nunca lera um livro, porém nunca fora tão
badalada.
Os dias passavam e tudo era perfeito
entre eles, pois as discussões, estas não existiam para o mundo dos aplausos.
Helena passara a menosprezar até mesmo
pessoas próximas, e quando juntada ao grupo feliz, faziam questão de pelo menos
usar um giz para que tudo ficasse perfeito.
Porém ,nesse meio, algumas pessoas
dotadas de inteligência emocional percebiam a tal liquidez e passara muitas
vezes a viver deprimida porque não conseguira atingir o tal patamar, mas as
pessoas realmente felizes, quando esclarecidas, fugiam para reivindicarem seu
mundo de paz e angariar os átomos, que compunham simplesmente a felicidade, que
sempre estivera presente no sabor de uma fruta,no perfume de uma flor, num
trabalho que realizara e dera certo, e até os que ás vezes saiam errados,
tinham dupla satisfação no acerto.
Helena jamais soubera a doçura do sabor
da conquista, isso valera em todos os sentidos, Joãozinho também se esquecera,
que fora tão feliz , quando aos poucos ,fora se tornando um expert do
laticínio.
Então, voltados para um lado diferente da
vida, buscavam o encanto, que fora perdido nos degraus da escala social.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha