Entrara em meu quarto, e fora a
janela observar as crianças brincando no jardim do prédio.
Alegres, sorridentes e como era final de tarde, vira as adolescentes que moravam também no prédio entrando com
sua mochilas escolares.
Entravam alegres também ,sorrindo
conversando entre si, então eu pensara quão interessante é essa fase, quando
nós a maioria dos adultos, não levamos muito a sério.
Olhara para um adolescente ou
criança e imaginara que com eles, quase tudo eu pudera, pois eles são
permissivos e também despercebidos.
Portanto, não avaliara em mim
mesma, o quanto essa fase fora importante na vida de um garoto, ou de uma
menina, quando ambos se tornarem adultos.
Achara eu, que os adolescentes, vão
rasgando as páginas de suas histórias, e vão jogando ao vento, para serem
levadas bem longe, num lugar que se chamara esquecimento.
Percebera também que mesmo estando
na maturidade, enquanto vivera, tivera que aprender constantemente.
Sônia fora ferida com o término do
namoro?
Não!
Ela fora ferida por mim.
Então durante a sua vida inteira,
ela ficara voltada para mim, e se esquecera completamente, mergulhada dentro de
um ódio profundo, acabando com os meus relacionamentos, um por um, não porque
os quisesse, mas sim, para me ver infeliz.
E a minha infelicidade alimentara
sua vontade de viver, seus deboches e suas gargalhadas, que pareciam mais
choros do que risos.
Ela tivera dois lados para seguir
na vida , o espinhoso e o florido, ela escolhera o espinhoso.
Mesmo que Fábio viesse a ficar com
ela, simplesmente ela viveria numa agonia eterna porque nunca me vira infeliz,
e não seria desta vez.
Eu pudera me entristecer sim, o que
sempre fora normal, porém, nunca perseguira as possíveis namoradas de meus ex,
pois em mim, pensara eu, habita um lado claro que sempre me ilumina por outros
nortes.
Eu jamais me sentira culpada por
ter me casado com Pedro, assim como jamais ficara tomada de ódio por ele ter me
abandonado.
Também fora assim com Hugo, ele me
fizera feliz durante dez anos, sofrera o impacto do rompimento, mas jamais
sentira culpa em relação a ele.
Eu simplesmente correspondera ao
que ele me propusera.
Sônia vivera entediada, carcomida
pelo ódio, pelo gosto da vingança e agora que estivera prestes a destruir de
novo meu relacionamento, nenhuma nuance de felicidade esboçavam suas
gargalhadas dissolutas.
Hugo jantara com minha filha, meu
genro e neta, eu pedi licença e fora
dormir.
Acreditara que na manhã seguinte
saberia como resolver tais descortesias.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha