Hugo
era calmo, inteligentíssimo e bem humorado e por mais que eu sofrera com o
nosso corte afetivo brusco e estúpido, não conseguira guardar raiva dele.
O
tempo fora passando, e eu conhecera seus filhos
Maria e João, ele gostava de coisas simples, embora fosse de um gosto
requintadíssimo.
Nunca
me apresentara os filhos que moravam com a ex, a qual eu nunca conhecera também, enfim
conhecera sua família por fotos, pelas ligações que faziam para seu celular
quando estávamos perto.
Ele
dizia que os filhos eram sua vida, e que juntarmos duas famílias seria motivo
de arruinarmos nosso relacionamento.
Assim
o tempo fora passando, e Fernanda o amava como pai, mas ele preferira que ela o
chamasse de Hugo.
Ela
fora acostumando e o chamara de Hugo, assim como seus filhos também o chamavam,
nunca procurara saber o motivo dessa particularidade.
Eu
amava aquele homem e tudo que ele decidira eu aceitara, houveram épocas que ele
ficara na casa da ex,sempre alegando ter que ajudar um filho ou outro e eu
nunca questionara a respeito, achara normal isso tudo.
Eu
trocara alguns e-mails com ela, mas percebera que ela mantivera uma certa
distância, então eu procurara nunca mais importuná-la com minha amizade, pois
sentira nitidamente que ela era apaixonadíssima por ele ainda.
Logo
no começo de nossa relação, fizera algo que hoje nem sei se faria ,eu lera os
e-mails que ela enviara a ele todos os dias, pedindo para que ele voltasse para
ela e os filhos.
Ele
nunca tocara no assunto.
O
tempo fora passando, e mesmo com a nossa relação estável, ele fora aos poucos
saindo de minha casa.
Ás
vezes dizia que viajava por causa da firma, noutras vezes por causa de
loteamentos ou vendas na praia, ou em outras cidades perto de São Paulo.
Quando
percebêramos, éramos apenas um relacionamento, mas não morávamos juntos, e
quando eu tocara no assunto, ele sempre me dissera que era melhor assim, os
filhos haviam se formado e que eles precisavam sempre da presença dele para
resolverem seus problemas.
Aos
poucos ele voltara a morar numa mansão que houvera feito quando ainda estivera
com a ex,dizendo para mim, que a presença dele era importante para todos lá.
Ele
ia á minha casa uma vez por semana, e minha filha houvera se acostumado e fora
crescendo com essa ideia de que o Hugo não era o pai dela, mesmo assim, ela o
amava muito como fosse.
Eu
assumira minha casa sozinha novamente e acostumara com essa ideia também.
Mesmo
assim, Hugo nunca deixara de me visitar,eu o amava então passara a não ligar
para o jeito que ele encontrara para nos relacionarmos.
Nos
finais de semana,eu sempre passara sozinha, nem pelo whatsap,ás vezes, ele
falara comigo,e toda vez que eu reclamara,eu me estressava e ele não dava
notícias e ficava mais de quinze dias sem dar sinal de vida,eu ficara tentando
ligar e ele não atendia.
Muitas
e muitas vezes, eu literalmente ,me decidira em terminar com tudo, mas quando
tudo entrava numa sintonia comigo,ele voltava e alegara sempre uma desculpa.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha