Relato de Rita ao Fabio
Quando
minha filha Fernanda tinha seis meses de idade, meu marido Pedro fora embora de
casa, ele era oriundo do nordeste, ficara sem emprego e desesperado, depois de
tanto procurar, deixara um bilhete, sobre a mesa da cozinha, escrito com letra
trêmula.
Rita
e Fernanda, me perdoem, eu amo vocês ,mas não tenho condições de dar uma vida
digna a nenhuma das duas, por isso estou me retirando.
Nunca
mais me procurem.
Eu
lecionara e houvera passado na creche para pegar Fernanda, e ao empurrar a
porta, vira tudo apagado, e quando ascendera a luz estava o bilhete sobre a
mesa.
Eu
conhecera Pedro numa quermesse de meu bairro, ele era desenhista industrial.
Pedro
como desenhista industrial poderia
trabalhar em qualquer local onde fora necessário
desenvolver produtos.
Ou
seja, Pedro poderia trabalhar praticamente em
qualquer lugar. Seja na indústria ou em empresas do ramo de serviços.
Ele
como desenhista industrial pudera
desenvolver
programas de design, administrar departamentos de design em empresas.
Também
criar
logotipos, marcas, embalagens, anúncios, vinhetas e todo tipo de material
publicitário, além é claro de desenvolver produtos desde o projeto até a
escolha dos materiais.
Outro
campo onde ele como o designer
industrial pudera atuar, seria na
criação de websites.
Porém,
desde o terceiro mês de minha gravidez até os seis meses da Fernanda, estivera
desempregado, abatido e desanimado.
Ele
sempre tivera um agravante, pouco falara sobre a família.
Então
eu pensara que se tratava de um momento de desespero, porém o tempo fora
passando e nunca mais tive notícias.
Um
dia, no meio de buscas e mais buscas, Fernanda ia fazer um aninho e eu
conhecera Hugo na imobiliária, quando fora pagar meu aluguel .
Ele
me dissera ser o irmão do proprietário, e
eu conversara com ele bastante naquele dia, falara do desaparecimento de
Pedro e ele parecera ficar muito preocupado comigo.
Eu
estava com Fernanda no colo e ele se oferecera para me levar para casa ,era
final de tarde, e já ia fechar o escritório.
Pois
bem conversando ele me dissera se encantar comigo,também me dissera estar
sozinho precisando de uma garota e um bebê para alegrar-lhe a vida.
Eu
rira bastante, porém quando mal percebera, estivera totalmente envolvida com
ele.
Ele
passara a frequentar minha casa, ajudar-me em pequenos afazeres e dentro de
poucos dias, estivera morando comigo.
Ele
era bem clarinho, tinha os olhos azuis claros e uma expressão maravilhosa.
Como
nunca fora casada com Pedro, ele me dissera que talvez um dia pudéssemos
regularizarmos nossa situação.
Ele
continuara na imobiliária e eu dando aulas e passáramos a viver uma vida
tranquila e feliz.
Financeiramente
as coisas melhoraram porque eu dividira o aluguel com ele, que fizera questão
que assim fosse.
Fernanda
o tinha como pai, pois ele era encantador, e um contador de histórias para
crianças incrível.
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Obrigada pelo carinho!
Izildinha