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quinta-feira, 9 de julho de 2015

UM ROSTO NA MULTIDÃO

Ele passeara de um lado para outro, como que, sem destino estivesse, ás mãos mantidas atrás do corpo, expressão de mãos desativadas, e que nada mais criam, ou inventam.
Os transeuntes desafogam a fila da rua, trombam, tropeçam e seguem adiante.
Um rosto macilento, portanto calmo, postando ainda, um resto, um traço da beleza, que ali morara, mas desistira, ou não sei porque ,talvez.
A vida, ali também passeara se mantivera ativa,imperando sem a menor necessidade,experimentada  independência incrível.
Ficara imaginando, para onde ira, o que pensara o que sentira,pois tão solitário,depois de tanto correr para viver,e para os víveres,supusera eu...
Mas, por outro lado,eu só supusera,pois em meio a tudo,não houvera solidão explícita,mas um corpo bem acompanhado pela essência.
Claro,estivera explicado, não vira algo mais, aí me perguntara,porque eu o observara desse jeito,quando de relance, driblamos nossos olhares em direções opostas?
Todos riem, conversam,reclamam,comem e aliviam suas tensões,comumente de um jeito parvo,porém tão peculiar.
Acreditara eu, que na fileira dos dias, ele encontrara um motivo maior, para estar bem consigo, pois não necessitara de nada mais, apenas deixar os olhos passearem soltos, quando devagar os passos colaboram para isso.
Então é isso mesmo, a velhice...Não!
Aquele homem não era um velho, também não era jovem, fora um corpo,um rosto,uma forma adquirida da vida,com o decorrer dos anos.
Jamais ostentara solidão, quando caminhando solitário, e em silêncio exibira boa companhia,boa conversa silenciosa.
Assim, não precisara de mais nada, aquele rosto sem máscara, desfilara lentamente, imponente a expor sua desnecessidade arbitrária, mesmo saltando de uma fragilidade pueril, doce e redimida.
E o tempo, parecera adormecer ali, naquele rosto levemente bonito, naquele corpo, esguio ainda, porém desnudado, de todos os fatores desnecessários, quando a multidão esbaforida, imperceptivelmente, procurara alguma coisa, que ficara contida dentro dele.

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Izildinha