Evitara
ao máximo, doravante ser uma pessoa chata e triste, tentando
resgatar minhas amizades, e deixara para sempre, mediante outras pessoas, uma
aparência, que não era a minha.
Com
isso, fora me achegando a tudo, e a
todos, abrindo meu mundo fechado, pequeno e sufocante, onde respirar a minha
liberdade, fora o grito mais forte emitido pela minha consciência,.
Fora trabalhando dentro de mim o misto de
culpa e revolta, começara me reciclar e avaliar e logo percebera, que seria um
trabalho dispendioso, mas impreterivelmente, o necessário.
Começara
a fazer uma desconstrução dentro de mim, para me reconstruir de novo, pois não
soubera, até onde eu era culpada ou vítima, daquela situação, apenas sentira
vergonha de mim mesma, sem saber como agir, pois o tempo inteiro eu vivera de
reações, não conseguira mais tomar atitudes.
Sentira-me
culpada também por tolher meu filho adolescente, da presença do pai, ele
iria sofrer muito, porque amava o pai, porém tivera discernimento de nossa
situação, e nossa convivência mentirosa,futuramente,poderia causar-lhe um
estrago maior.
Começara
a evitar brigas, mesmo porque já nem nos falávamos muito, apenas quando eu
comprava alguma coisa, ele usava como argumento, para não comprar outra.
O
sonho a esperança sempre fora termos nossa casa, estarmos em paz e compormos
uma sintonia perfeita na vida a dois, porém tudo fora tomando rumos diferentes,
que quando vira um casal já bem idoso, numa loja, num supermercado, sentira uma
ponta de inveja, embora não soubesse o preço que talvez tenham pago.
Ou
então, simplificaram a vida, como só os sábios o fazem.
Porém
Eduardo era um doce sociopata, que
estava minando minha saúde mental aos poucos, quando ansiedade,insônia,eram
constantes em minha vida, deixando bem claro para todos, que eu era uma
perturbada
Toda vez que eu comprara alguma coisa,ele ficava mal humorado, e diante de tal situação, eu ficara
com tremedeiras e muito mal, e acabara saindo
sem levar nada, ou melhor ficando confusa sem saber
o que viera fazer na loja.
Levi já adolescente,talvez percebera supunha eu, mas estava sempre
rindo, ligando para suas amigas, também era um excelente aluno na escola.
Ás vezes, não sei se eram minhas oscilações
ou as dele, sentira no
Eduardo um pai carinhoso , marido
extremamente fiel.
Outras
vezes me sentira indignada,injustiçada,e
também desmerecida, em tudo,
que eu tentara
realizar com gosto.
Mesmo
depois de ter determinado ser a verdade,
meu amparo para a felicidade, tivera recaídas, que me punham tão
confusa.
Eu soubera, que
me separar do pai de meu filho, faria com que eu carregasse uma imensa
culpa, em
minhas costas, talvez pela vida inteira
Mas
era a única saída, não havia outra maneira,
quando eu descobrira a causa ,ou então,
passaria a ser
uma mulher depressiva, condenada a tomar remédios controlados, a vida inteira.
Eu me
sentira numa bifurcação, o fundo do poço, ou a luz da verdade, inconscientemente sentira essa cobrança cada vez mais.
Vivêramos
num mundo silencioso onde não
tínhamos assunto em comum,
era uma solidão a dois extremamente castradora.
E quando saíamos para tomar um lanche,
ficávamos sentados um na frente do outro sem ter assunto para conversar,as vezes criando algum tipo de
conversa sem nexo, para não sermos observados como um casal indiferente que
éramos.
Era
um deserto a dois...
Era a
dor de entender como fracasso aquilo que fora para a vida inteira, pois tudo
que fazemos mesmo que paire um pouco de incerteza, sempre achamos que com o
tempo tudo se resolve, descartando a hipótese do fim.