O lampejar da vida, ás
vezes, deixa ao nosso acaso, e as direções.São decisões apenas nossas,nós as
nortearmos.
Bem ...
Lá estava ele, já há
dois dias, deitado no topo da escada, onde um facho de luz permitia perceber,
quando era noite, quando era dia. O sofrimento o abatendo, mas a
vida pulsava e relutava para se fazer vitoriosa.
A vida,sempre se coloca
em primeiro plano, numa luta contra uma ameaça qualquer.
Seja nos humanos, nos
animais e também nos vegetais.
Durante a noite,
obviamente as luzes dos postes se faziam presentes, e durante o dia,a luz do
sol...
Todos que por ali
passavam, ao vê-lo, esticavam o passo para não pisá-lo, segurando no corrimão
da escada,isso acompanhado de alguns resmungos ou palavras condolentes.
Mas ele, permanecia ali.
Uma das pernas
contundidas, de vez em quando se levantava com muito sacrifício, dava uma volta
em torno de si, e voltava a largar-se no chão.
No terceiro dia, entra
uma garota de uns 13 anos mais ou menos, olha para o cãozinho sujo e doente e
sem nenhuma palavra,abaixa-se até ele, levanta-o com cuidado e o carrega no
colo.
Naquele dia, o sol
estava forte, e o vento alardeava aquela manhã.
Os três seguiram em
silêncio, na frente ela, carregando o pequeno cão.
Logo a seguir os pais.
Era uma decisão tomada
de antemão.
Um banho quente, alguns
cuidados tomados,e o cãozinho cresceu e tornou-se o melhor guardião daquela
casa.
Melhor amigo, num
retorno sincero e duradouro até que a vida permitiu.
Numa eterna permanência.
Permanência esta em que
só o amor permite e a vida agradecida devolve.