Meus
familiares e amigos, sempre ficaram muito aquém das minhas necessidades, pois nunca
desenvolvera o hábito do toque, do abraço, do sorriso despreocupado da vida,
sempre precisara estar ocupada com alguma coisa importante, mesmo quando no meu
íntimo,eu me pedira para enternecer um pouco comigo mesma, e me soltar feito
vento leve, nos braços da felicidade.
Minhas
desavenças com Eduardo, nunca foram ditas a eles, com uma certa maturidade , quando contara
,estivera
estourando de nervoso e ninguém nunca me dera razões, vendo-me, mesmo como uma alienada.
Começara
a amadurecer uma ideia
de separação,
conversando com ele, que dizia colocar a casa em ordem,
quando eu me fosse.
Depois
de dois anos juntos, tivera
o meu filho Levi, ele era uma criança
forte e saudável.
Eu pensara, que
pelo fato de termos nosso filho, Eduardo fora melhorar
seu comportamento possessivo em relação a mim, e a tudo que tínhamos em comum.
O
tempo fora passando, e as coisas ficaram piores, ele era
cavalheiro e gentil com todo mundo, menos comigo.
E percebera,
que ele ás vezes era impaciente com Levi também, e notara diariamente, que
ele voltara diferente para casa, depois de ter ingerido bebida.
Aos
poucos, fora me
sentindo cada vez pior, mas eu tinha que me amar o suficiente, para amar meu
filho e para que nada o afetasse,
ele sempre adorara o seu pai também, pois quando Eduardo estava bem o levara
passear. Levi aparentemente, era
uma criança tranquila.
Eduardo oscilara bastante, em relação a Levi também, quando ás vezes gritava com ele, sem a menor necessidade, bastavam apenas algumas palavras. Quando Levi completou oito anos já na segunda
série do primário, Eduardo deu-lhe uma bicicleta,eu fiquei muito feliz e Levi
também.
E um dia ele caiu e se machucou muito,
Eduardo lhe agrediu, antes de leva-lo ao hospital.
Aquela atitude
me doeu muito, achei que ele estava passando dos limites.
Com o
tornozelo quebrado e engessado, passei a levá-lo todos os dias á escola, até
que ficasse totalmente curado.
Passara a evitar Eduardo , deixando que sonhos tolos e oportunistas me dominassem,
visto que no meio das discussões, ele sempre me mandava embora.
Minhas asseverações perderam suas validades...
Já não houvera nenhuma química entre nós, as desavenças levaram para longe.
Minhas asseverações perderam suas validades...
Já não houvera nenhuma química entre nós, as desavenças levaram para longe.
Passei
a pensar seriamente, então, em
sair de minha casa, visto que
nossa vida era só sofrimento.
Minha
ausência traria também mais conforto e paz para ele, pois sentira nitidamente,
em algumas de suas atitudes que ele não me amava.
Até
então,eu morria de medo perdê-lo, e me colocando no lugar de culpada em tudo, e pedindo sempre
desculpas, mediante nossos conflitos,me entregara totalmente a triste ideia, de que tudo houvera acabado.
Esse subterfúgio ,fazia com que eu levasse
essa relação adiante, mas nem eu mesma acreditara
mais em mim,e nem na capacidade de
conduzir um relacionamento racional entre nós.
Ás
vezes sozinha eu chorava muito e me
aliviava, outras vezes,me comportava de maneira indiferente e descrente também.
Errara
muito buscando fora de casa o que me faltara, fora quando me vira perdida entre
os escombros da mentira, somente assim, fingira estar tudo bem entre nós,
enquanto um sentimento de culpa avassalador fora tomando conta de mim,
cerceando minha verdadeira identidade.
Jamais
a falta de amor dentro de meu lar pudera justificar meus deslizes sem nexo, sem
sentido, apenas provando a mim mesma, que eu fora conivente com a infelicidade,
não sendo honesta comigo mesma.
Percebera
que, a pior
coisa numa relação, é
quando deixamos a felicidade ,a paz e a alegria de lado, em nome de alguma sentimento, que só traz destruição. Era hora de clarear minha vida e
merecidamente me dar uma vida mais digna, me valendo da verdade.